Publicado por: Gringo em: 6 Julho, 2008
No sábado, assisti “O Albergue Espanhol”, um filme sobre um jovem francês, estudante de economia que decide fazer intercâmbio na Espanha, para aprender a lingua local, e assim conseguir uma vaga de emprego em uma grande empresa indicada pelo seu pai. Acontece que quando ele chega no país, e fica hospedado na casa de uma amiga de sua mãe, começa a perceber que as coisas não vão ser como ele esperava. Então, ele decide procurar um apartamento para alugar, e acaba parando em um albergue, com várias pessoas de nacionalidades e personalidades distintas. Logo de cara, ele percebe que ali é exatamente onde ele queria estar. Daí pra frente, ele começa a passar por muitas situações inusitadas e a criar laços fortes de amizades com os colegas. O filme trata das dificuldades em se morar longe de seu país de origem e de se acostumar com as mudanças e a cultura local, além de conviver com pessoas de diferentes tipos e aprender com tudo isso. A fotografia é excelente, uma riqueza à parte. Os diálogos e a personalidade mostrada de cada personagem é genial. Tudo encaixa perfeitamente, e você acaba se envolvendo com cada um.
Antes de assistir o filme em questão, eu já tinha visto “As Bonecas Russas”, que na verdade é a sequência do mesmo. Já tinha achado excelente, e depois de “O Albergue Espanhol” ele se tornou ainda mais especial. Em “As Bonecas Russas”, encontramos os mesmos personagens, porém mais velhos e maduros, e vivendo suas próprias vidas, longe do albergue. A história se passa centrada novamente no estudante francês, Xavier, que agora decidiu dedicar-se inteiramente ao seu sonho de infância: ser um escritor. Assim como no primeiro filme, esse também é narrado pelo protagonista, que está escrevendo um livro com o mesmo título do filme. Dessa vez, os cenários são além da França, também Inglaterra e Rússia. Os personagens que retornam em “As Bonecas Russas” em torno de Xavier são: a inglesa Wendy – também escritora, e por quem ele sempre teve uma queda -, William (o piadista irmão de Wendy), Martine (ex-namorada de Xavier e agora mãe solteira) e sua melhor amiga, a lésbica Isabelle. O filme trata da busca do escritor pelo verdadeiro amor, e de suas aventuras românticas e consequentemente as confusões em torno de tudo isso. Cada personagem é ricamente elaborado. A fotografia é incrível novamente. As histórias, diálogos, devaneios e flashbacks são magnificamente envolventes. Todas as atuações merecem destaque.
É realmente genial como os dois filmes se completam, e fazem na minha opinião, uma obra prima do cinema Francês atualmente. Ambos são facilmente possíveis de serem assistidos mais de uma vez. Altamente recomendados.
Últimos comentários