… bom é quando faz mal.

TOP 15 Melhores Álbuns de 2009

Posted on: 8 janeiro, 2010

Melhores Álbuns de 2009

Rock, Metal, Hardcore e afins

No ano passado escrevi um artigo gigante com 25 dos melhores álbuns de 2008, detalhando cada uma das escolhas, fazendo uma resenha bem razoável. Por preguiça de ficar revisando acabei nunca publicando. Esse ano resolvi tentar de novo, dessa vez mais compacto, com apenas 15 escolhidos.

A lista está bastante variada, de rock alternativo à death metal, se atendo ao que costumo escutar dentro do gênero, sub-gêneros e afins semelhantes. Deixei um breve comentário em cada uma das escolhas… porém todos os álbuns foram colocados minuciosamente em ordem, buscando classificar quase que por notas cada um deles. Então, lá vai minha lista de 2009:

#15

The Red Jumpsuit ApparatusLonely Road

(Alternative Rock)

Um pouco de rock, de pop punk e power pop. Não chega a ser tão bom quanto o álbum anterior, mas “Lonely Road” consegue agradar e trazer alguns singles dignos de ocuparum bom tempo no player.

#14

He Is LegendIt Hates You

(Southern Rock)

O quarto álbum em estúdio da banda chega meio morno, mas muito competente. Esquenta em alguns momentos, mas também não chega a levantar defuntos. Muitas faixas ótimas, outras mais ou menos. Merece um mérito pelas “ótimas” serem realmente ótimas.


#13

The Chariot Wars and Rumors of Wars

(Mathcore)

Eu gostaria de dar a esse álbum uma posição mais acima. Porém se tornou difícil apenas pelo fato de seus competidores terem realmente muitos motivos para estarem lá. Esse “disco” é caótico do jeito que a gente gosta, e não força em momento nenhum. Embora em algum momento soe repetitivo, após uma breve pausa do play, ele volta a ser muito interessante.

#12

Saosin In Search Of Solid Ground

(Emocore)

Está aí o primeiro álbum da lista que me surpreendeu bastante.  Não esperava mais que a banda conseguisse nos dar uma full length decente, e não é que o Sr. Cove e companhia conseguiram e com louvor? Esse é sim um dos álbuns que após descobrir em 2009 não mais saiu das playlists.

#11

DevildriverPray For Villains

(Groove Metal)

“Nada muito surpreendente”, você diria ao ouvir de primeira. Mas após a segunda audição, certamente você fará uma terceira, quarta e assim por diante. Esse novo álbum é de longe melhor do que seu antecessor. Que aqui entre nós já foi um puta de um lançamento há 2 anos atrás. Baseado nisso, junte com o que acabei de dizer e calcule o poder de “Pray For Villains”.


#10

The Agonist Lullabies For The Dormant Mind

(Melodic Death Metal)

Esse lançamento foi sem sombra de dúvidas um dos mais violentos e porradeiros da lista. Quem já achava o som do The Agonist coisa pra macho virado de cabeça pra baixo, chupando limão e olhando pro sol… vai ver que a coisa ficou ainda mais aterrorizante. E sabe o que é melhor? Os momentos intercalados de pura poesia nas partes limpas, como se fossem anjos cantando no paraíso em contraste com os cavaleiros do apocalipse se aproximando. Poesia pura, de verdade. “Boniteza” e qualidade acima do normal, da faixa 1 à décima primeira.


#09

AtreyuCongregation Of The Damned

(Metalcore)

Assumo que minha paciência para Atreyu havia se esgotado há muito tempo. Mesmo tendo diversas vezes colocado para ouvir “A Death Grip On Yesterday” – que para mim já não era mais a mesma banda -, tudo lançado depois disso considerei inexistente. Mas com esse novo play, a coisa mudou totalmente de figura. É claro que ainda não é de novo a mesma banda que conhecemos até “The Crimson”, mas voltaram com a porrada certa, e me fizeram gamar de novo. Acelerado, alterado, comprometido e revigorante. Vale devorar cada faixa como se fosse a última.


#08

Breaking BenjaminDear Agony

(Alternative Rock)

Aconselhado para todas as idades e classes sociais. Brincadeiras à parte, Ben conseguiu criar uma obra prima com “Dear Agony”. Nada de cliches, nada de forçar a barra. Ele é, do início ao fim, aquilo que a gente espera da banda: competência até o talo. Todas as faixas empolgam, incluindo as mais calmas. E a pegada nem se fala. Fecha a porta e quebra tudo!



#07

Oh, SleeperSon Of The Morning

(Metalcore)

Som amadurecido, faixas cativantes e sinceridade à flor da pele. São algumas das coisas que esse álbum trás e gruda no player. Forte e preciso. Sonoridade de deixar qualquer banda do estilo com inveja. Embora o gênero esteja mais do que saturado, Oh, Sleeper  mesmo sendo uma banda nova, consegue alcançar seu lugar no paraíso. O crescimento em relação ao antecessor é evidente já na primeira faixa, e se prolonga até a última. Não dá nem pra comparar. E não é a toa que está entre os 10 primeiros. Uma das melhores surpresas do ano que passou.


#06

Winds Of PlagueThe Great Stone War

(Deathcore)

A marca  do Winds que mistura pitadas de deathcore com doses de symphonic é ainda mais evidente nesse álbum. Soa grotesco, mas não evita cair na melodia. Um balanço do belo e do podre. O álbum é sujo e decadente… mas na melhor das conotações. É lindo e brilhante, na pior delas. Confuso ou não, só escutando para entender. A cada novo lançamento  mais eu adoro essa banda. É incrível de se ouvir, e cada faixa parece contar uma história. Clima épico boa parte do tempo e breakdowns de deixar arrepiado. Mas só ouça se tiver culhões. Porque o som pode estourar um ou dois tímpanos.


#05

Evergreen Terrace Almost Home

(Hardcore)

Talvez o melhor trabalho da banda já lançado. O primeiro single “Sending Signals” é realmente uma das melhores do CD que trás outras 10 faixas sem defeitos. Empolgante do início ao fim. É pra mim um dos melhores álbuns de hardcore dos últimos 5 anos ou mais.

#04

Emery –  …In Shallow Seas We Sail

(Emocore)

Um álbum simplesmente fantástico, que me remete muito ao trabalho feito em “The Question” (2005). Realmente lindo, com várias faixas que gamam logo de cara. Assim que esse disco caiu em minhas mãos, eu não parei mais de ouvir. Não tem uma única música que eu considere “mais ou menos”, e fica difícil escolher quais são as melhores. Sem sombra de dúvidas ainda ficará no player por muitos bons anos.

#03

A Day To RememberHomesick

(Post-hardcore)

Esse é um disco que como comentei há algumas semanas, começa épico e termina épico. Há muito tempo não ficava tão surpreso positivamente ouvindo um álbum de post-hc. E olha que até então eu só conhecia algumas poucas músicas da banda. Agora? Estou apaixonado. Leva a medalha de bronze – com muito mérito – como um dos melhores do ano. Sem pensar duas vezes.

#02

The Devil Wears PradaWith Roots Above And Branches Below

(Metalcore)

Uma obra de arte. É como eu definiria esse álbum em apenas um adjetivo. Acredito que ele contém uma maturidade acima do esperado, quando se trata de uma banda tão recente. O terceiro trabalho dos caras é o menos caótico de todos, porém o mais conciso e virtuoso, na minha humilde opinião. E com a maior sinceridade do mundo: foi nesse último ano um dos 2 álbuns que mais me fez arregalar os olhos ao ouvir pela primeira vez. Tão excelente que terão muito o que ralar para conseguir um próximo disco no mesmo nível.

#01

August Burns RedConstellations

(Metalcore)

Quase me faltam palavras para mensurar a qualidade e a importância desse álbum. Sempre curti o som da banda, mas depois de “Constellations” eu definitivamente virei fã. Genial. Belíssimo. Penetrante. Viciante. Contém tudo aquilo que o gênero exige, e vai além. Esse não é só mais um “disquinho” de metalcore, mas um divisor de águas e uma prova de que ainda é possível ser original em meio à essa cena já batida. Indiscutivelmente medalha de ouro, é orgulhosamente que declaro esse o Álbum do Ano.

Houveram outros álbuns excelentes em 2009, dignos de menção honrosa. Porém, deixo em aberto para quem quiser comentar e deixar seu próprio TOP do ano que passou.

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1 Response to "TOP 15 Melhores Álbuns de 2009"

Rá! Adorei o nome do blog. Tá errado eu tô fazendo…

=)

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GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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