… bom é quando faz mal.

Lost chega ao fim

Posted on: 25 maio, 2010

* Se estiver com pressa, leia apenas o box final (em amarelo).

MINHA INTRODUÇÃO À LOST

Em meados de 2006, após insistência do meu primo, decidi começar a assistir essa série que já havia passado o olho algumas vezes quando trocava de canais na TV. Naquela época estava sendo exibido lá fora a 2ª temporada, e como eu ainda não estava “dominado pelo vício”, quis logo começar atualizado e procurei um daqueles episódios recap da 1ª temporada para logo em seguida começar a de onde estava exibindo.

Terminado a segunda temporada, fiquei tão fissurado que baixei toda a e assisti nas férias que anteciparam o início da . À partir dali foi uma história de amor. Meses a fio varando a madrugada esperando sair o episódio pra download. Assistia na maioria das vezes sem legenda, e no dia seguinte assistia novamente em português pra pegar as falas que não tivesse entendido – as vezes não precisava. Mas foram poucas as vezes que deixei pra assistir no dia seguinte, tamanho o vício.

Nenhuma série havia me prendido na cadeira, creio que, desde Arquivo X (1993 à 2002). Tanto isso mudou minha vida, que foi depois de Lost que voltei a me interessar por séries e acompanhar tantas outras.

IDAS, VINDAS E REVIRAVOLTAS

Eu particularmente divido Lost em 3 etapas: A primeira, considerada dos grandes mistérios, enigmas e tramas pessoais, composta pelas 3 primeiras temporadas (embora as 2 primeiras tenham focado mais na “arquitetura” dos personagens). A segunda etapa sendo composta pela e 5ª temporadas, e responsáveis pelas maiores “viagens” da série. Essa “segunda etapa”, ao meu ver, também foi a responsável pelas maiores inovações, incluindo a forma de narrativa “fora da Ilha”. Essas mudanças fizeram com que muita gente torcesse o nariz. Muitos fãs fervorosos divulgaram ter deixado de lado o interesse completo pela série ou mesmo colocando de lado como “apenas mais uma”. Por outro lado, muitos outros também passaram a gostar ainda mais. E estou incluído nesse segundo grupo. Enfim, a terceira etapa, composta unicamente da 6ª temporada, sendo muito possivelmente a mais controversa de todas.

FIM DA SÉRIE

Claramente, os produtores decidiram não resolver todos os mistérios – assim como declararam antes mesmo de começar a 6ª e última temporada e contrariando muitos fãs – mas não esperávamos também que não tivessemos quase nenhuma solução, ou ainda respostas fracas demais. E isso talvez seja uma das maiores decepções dentre os espectadores. Mas se pararmos um pouco pra pensar, tivemos nuitas respostas, mesmo que nem todas tenham sido completamente satisfatórias.

O rumo tomado pela 6ª temporadaassim como as inovações de todas as temporadas anteriores -, pode ter sido um pouco diferente do esperado por alguns, mas bastante previsível (e não negativamente) para muitos outros. Não creio que tenha sido falha ou desnecessária. Além disso, é preciso lembrar um pouco de que Lost não se estabelece unicamente nos mistérios, mas também evidentemente nos dramas. E essa é parte primordial de eu ter sido preso durante tantos anos por um programa de tv.

Como eu disse em outros lugares, quando terminei o episódio final: eu não esperava resposta para todos os mistérios E não precisamos delas. Não é tão mais interessante ter argumentos para discuti-las e criarmos nossas próprias teorias, como fizemos durante esses 6 anos? É inevitável a indignação de não termos as respostas para todas as perguntas, assim como é na vida real. Nosso maior problema é o comodismo de querer tudo respondido de mão beijada.

MINHA CONCLUSÃO

Apesar das cenas finais estilo “fim de novela” (eu não consegui me emocionar nessa cena, apenas rir), eu não consegui pensar em outro final para Lost. Todos os possíveis encerramentos que houvessem “explicação para tudo ou quase tudo” correriam o risco de serem excessivamente banais, ou irem diretamente contra aquilo que queríamos que fosse. Mas eu PRECISO dizer que as referências do episódio final com o resto de toda a série se conectando foi simplesmente incrível. Impossível não ter se em “embabacado” com pelo menos isso.

Se olharmos pelo ângulo correto, veremos o toque de genialidade que sempre houve na série, e talvez em algum determinado momento todos nós conseguiremos chegar à um consenso de que toda ela foi aquilo que deveria ser. Enquanto isso, muitas discussões, controvérsias e opiniões discordantes irão rolar. Afinal, cada um é cada um, e todos temos nossos próprios gostos e opiniões.

Definitivamente não importa se o FINAL me agradou ou não. O que importa é tudo de maravilhoso que essa série me proporcionou ao longo desses 6 anos (na verdade, 5 pra mim). Cada lágrima, cada cara de espanto, cada queixo caído, cada coração apertado e respiração curta, cada espectativa para a próxima semana… e agora a falta de tudo isso, e o vazio que ela deixará…

Ainda estou dividido entre ficar feliz pelo final que eu previa, ou ficar indignado pela falta de solução aos quebra-cabeças que me tiraram tantas noites de sono. Por enquanto ficarei apenas com a sensação de dever cumprido.

* Se ainda tiverem paciência, leiam esse post SENSACIONAL que descobri logo assim que encerrei o meu post aqui. Ele diz quase tudo que penso e sinto sobre toda a série. Inclusive cortei muita coisa do meu próprio texto por conter nesse outro a mesma coisa, de forma muito mais concisa. Leitura obrigatória: LINK EXTERNO

Anúncios
Tags:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

Visitas

  • 9,629 hits

RSS Inside Techno

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
%d blogueiros gostam disto: