… bom é quando faz mal.

Archive for the ‘Devaneios’ Category

Dizem que quando a gente guarda tudo pra si mesmo, em relação à pensamentos e sentimentos, tendemos à nos sentir mais pesados e de fato sofrer mais internamente. Não posso negar isso, mas posso acrescentar que nem sempre é fácil “compartilhar” essas coisas. Pelo menos pra mim, sempre foi pouco usual. Então, é mais um costume do que qualquer outra coisa. Acredito que grande parte dos motivos, é o que prevalece até hoje: não querer alugar ouvidos alheios, ou incomodar terceiros com meus problemas – ou os que imagino serem problemas.

A grande merda, é que atualmente algumas coisas têm me incomodado seriamente, e nem são necessariamente problemas. Esses eu já aprendi a suportá-los e em alguns casos resolver por mim mesmo. Mas, simplesmente existem algumas coisas que passam pela minha cabeça, e que não me sinto à vontade em conversar diretamente com alguém. Não sei exatamente o porquê. Só sei que vou tentar colocar meus medos e receios de lado, e começar à trabalhar nisso. Aí sim, poderei compartilhar logo com todos de uma vez, e tirar um pouco da carga que começa a cansar num nível um pouco mais elevado que o normal. E prometo que não são coisas nem perto de fazer vocês cometerem suicídio em massa.

“Human bonds always lead to messy complications.” – Dexter Morgan
(Laços humanos sempre levam à complicações bagunçadas.)

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vovo owned

Eu sei que muita gente poderia dizer “- Minha vida daria um livro.” mas eu digo que a minha daria uma sequência deles. Não só por muitas coisas parecerem trama de filme ou acontecerem situações extraordinárias, mas pelos acontecimentos de uma complexidade incomparável. Sabe, algumas coisas que quem não me conhece custa à acreditar. Às vezes até eu mesmo demoro à acreditar. Desde reviravoltas no trabalho até turbulências amorosas.

Tá certo que eu me fodo numa proporção muito maior do que me dou bem. Mas também não posso reclamar muito, porque quando algo me favorece, vale bastante à pena. Talvez por saber valorizar, e não exatamente pela razão ser extraordinária. Peço até licença literária, pra citar uma frase de um autor que não me recordo agora (acho que Clarice Lispector) que diz algo assim: “Tudo termina bem. Se não está bem, é porque ainda não terminou.” Vou pesquisar e depois irei corrigir isso. Mas a intenção é pensar assim mesmo.

Mas ainda irei sim escrever um livro, mesmo que eu leve 10 anos para terminar. Só me falta mesmo a coragem para começar.

À propósito, em menos de 1 semana estarei terminando a 3ª temporada de 24 horas, e aí só terão mais 72 episódios pela frente para alcançar a temporada atual. Hahaha. Quando crescer quero ser igual ao Jack Bauer.

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Praticamente 2 dias pra acabar esse ano miserável, e já foi fechado com faca de ouro.  Burro fui eu, de acreditar que ainda tinha uma ponta de salvação, pelo menos pra levar pra 2009 como merecimento. Mas esse ano de altos e baixos, com muito mais “baixos” do que qualquer outra coisa, só veio a ser fortalecido com horas contáveis de que seu lugar é mesmo no esquecimento… ou melhor, no amadurecimento.

Ao menos, como eu sempre defendo, de tirar as coisas boas até das mais repugnantes, eu aprendi… e muito, sobre mim mesmo e sobre o mundo. Levarei eternamente comigo cada lição. Espero conseguir deixar de ser tão babaca e sonhador, e passar a fazer as coisas mais com a cabeça. Afinal de contas, sempre funcionou melhor assim. Sempre que eu tento ser diferente, e pensar com o coração, o resultado é só de foder. Que 2009 eu aprenda a ser menos otário, e passe a ser mais durão. E como não dá pra nascer de novo, que eu consiga aprender a continuar vivendo comigo mesmo, que é a missão mais difícil que recebi nessa vidinha.

Despertar. Mover. Enfrentar. Debater. O que seria de nós se fôssemos todos fadados a aceitar tudo o que nos acontece? A razão que nos faz viver é justamente contracenar com os acontecimentos que ocorrem e não simplesmente deixar que tudo tenha seu próprio andamento. Podemos e devemos alterar o curso que a vida nos leva, embora não seja tarefa fácil. Lidamos com situações de dois caminhos quase sempre, e não temos a obrigação de saber a escolha correta. Mas ainda assim, nos preocupamos se estamos fazendo o certo. Não há como prever, nem tampouco controlar o resultado de nossas ações. Mas queremos e precisamos saber das consequências. Onde iríamos parar se por um acaso deixássemos que tudo de ruim fosse obrigatório e tudo de bom fosse opcional? Converteremos então as coisas boas e ruins como aprendizado, e num futuro próximo ou não, saberemos o quanto nós mesmos fizemos para ser o que somos hoje.

(originalmente publicado em 05 de março de 2006)

Sabe quando você adora uma banda, que já lançou pelo menos 1, 2 ou até 3 álbuns, e de repente ela fica uma bela de uma merda? Lança aquele disco cocozão que você tem nojo de colocar pra ouvir, ou em muitos casos vira uma farofada sem graça, e um monte de gente sem noção começa a gostar e achar o máximo. Você tem até vergonha de dizer que curte aquela banda, porque certamente as pessoas vão te julgar em cima do trabalho horroroso que eles fizeram. Os novos “fãs”, que acham aquele som maravilhoso, nunca escutaram direito os discos anteriores, e normalmente quando muito, somente decoraram os nomes das músicas pra dizer que conhecem.

Isso já aconteceu comigo algumas vezes. Algumas a ponto de realmente sentir vergonha por ter aquilo no meu top 50 do Last.fm. Mas fazer o quê? Um dia eu gostei de verdade, tinha qualidade, e eu era viciado ouvindo o dia inteiro. É parecido com aquela menina meiga, bonita e toda especial que você namorou. De repente, você leva um pé na bunda e ela decide virar uma vadia. É melhor você abstrair toda essa sacanagem e guardar pra si somente os momentos bons.

Hoje eu estava parando para refletir sobre um novo vício, não só meu, mas como de muitas outras pessoas (principalmente geeks). Estou falando do transporte de dados. Principalmente para quem trabalha com informática, poder transportar seus dados de um lado para outro, de forma simples e compacta, acaba se tornando uma coisa cotidiana. E no meu caso é ainda mais necessário, justamente por causa do trabalho. Desde pendrives até HDs externos – que hoje em dia se tornaram ultra leves e compactos -, você pode levar tudo que precisa com você, seja para onde for.

Que sejam suas músicas, textos, fotos, programas, ou até mesmo informações sigilosas. Tudo de forma prática e segura. Atualmente você pode até mesmo adquirir um pendrive com criptografia e senha para acessar os dados, não precisando se preocupar caso perca o dispositivo, seja roubado ou simplesmente esqueça com alguém ou em algum lugar. Pra mim, isso se tornou uma necessidade, e quase todos os dias estou com minhas coisas penduradas no pescoço. Adeus disquetes, CDs, DVDs. Agora podemos ter pequenos discos de alta capacidade, e que cabem em qualquer bolso.

Como exemplo prático de utilidade, todos os dias quando preciso acessar algumas anotações minhas, instalar algum aplicativo pra mim mesmo ou em algum usuário, meu pendrive está comigo, evitando qualquer preocupação. Se quero ouvir minhas músicas ou ver alguns vídeos, posso fazer isso também. Quando preciso dar andamento em algum projeto, posso levar ele comigo e trabalhar em casa ou no escritório e ter sempre tudo atualizado, sem precisar sincronizar informações. Ou quando preciso apresentar esses projetos para algum cliente, não preciso gravar infinitas mídias de DVD para cada alteração. Enfim… você tem mil e uma utilidades. Tudo isso sem ao menos precisar deixar qualquer arquivo no computador que esteja usando. Uma maravilha! Mais do que uma necessidade.

Ando meio na dúvida, se dou entrada em um carro, compro um PS3, ou faço minha full-sleeve. É foda não ter grana pra fazer tudo que a gente quer/precisa. Trabalhar não dá futuro, não. Eu tinha que ter nascido mulher, gostosa e bonita. Aí eu teria tudo que quero. Ah, teria…


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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