… bom é quando faz mal.

Archive for the ‘Pessoal’ Category

Dizem que quando a gente guarda tudo pra si mesmo, em relação à pensamentos e sentimentos, tendemos à nos sentir mais pesados e de fato sofrer mais internamente. Não posso negar isso, mas posso acrescentar que nem sempre é fácil “compartilhar” essas coisas. Pelo menos pra mim, sempre foi pouco usual. Então, é mais um costume do que qualquer outra coisa. Acredito que grande parte dos motivos, é o que prevalece até hoje: não querer alugar ouvidos alheios, ou incomodar terceiros com meus problemas – ou os que imagino serem problemas.

A grande merda, é que atualmente algumas coisas têm me incomodado seriamente, e nem são necessariamente problemas. Esses eu já aprendi a suportá-los e em alguns casos resolver por mim mesmo. Mas, simplesmente existem algumas coisas que passam pela minha cabeça, e que não me sinto à vontade em conversar diretamente com alguém. Não sei exatamente o porquê. Só sei que vou tentar colocar meus medos e receios de lado, e começar à trabalhar nisso. Aí sim, poderei compartilhar logo com todos de uma vez, e tirar um pouco da carga que começa a cansar num nível um pouco mais elevado que o normal. E prometo que não são coisas nem perto de fazer vocês cometerem suicídio em massa.

“Human bonds always lead to messy complications.” – Dexter Morgan
(Laços humanos sempre levam à complicações bagunçadas.)

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É bem verdade que ultimamente eu só falo aqui sobre filmes e seriados. Mas o que fazer, se o meu hobby mais frequente é assistí-los. Mas agora tomei uma decisão. Vou dar mais personalidade à isso aqui, e tenho certeza que vocês nunca viram algo tão visceral nesse blog, como estão os posts que virão à seguir.

Tá… possivelmente estou exagerando. Mas prometo que a partir de agora, colocarei meu cú na reta, e vou começar a falar (escrever) sobre tudo que penso. Estejam preparados. MWAHAHAHAHA!

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Eu sei que muita gente poderia dizer “- Minha vida daria um livro.” mas eu digo que a minha daria uma sequência deles. Não só por muitas coisas parecerem trama de filme ou acontecerem situações extraordinárias, mas pelos acontecimentos de uma complexidade incomparável. Sabe, algumas coisas que quem não me conhece custa à acreditar. Às vezes até eu mesmo demoro à acreditar. Desde reviravoltas no trabalho até turbulências amorosas.

Tá certo que eu me fodo numa proporção muito maior do que me dou bem. Mas também não posso reclamar muito, porque quando algo me favorece, vale bastante à pena. Talvez por saber valorizar, e não exatamente pela razão ser extraordinária. Peço até licença literária, pra citar uma frase de um autor que não me recordo agora (acho que Clarice Lispector) que diz algo assim: “Tudo termina bem. Se não está bem, é porque ainda não terminou.” Vou pesquisar e depois irei corrigir isso. Mas a intenção é pensar assim mesmo.

Mas ainda irei sim escrever um livro, mesmo que eu leve 10 anos para terminar. Só me falta mesmo a coragem para começar.

À propósito, em menos de 1 semana estarei terminando a 3ª temporada de 24 horas, e aí só terão mais 72 episódios pela frente para alcançar a temporada atual. Hahaha. Quando crescer quero ser igual ao Jack Bauer.

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Quarentena (2009)

1. Domingo, resolvi dar fim à abstinência de cinema, e fui ver “Quarentena”. Eu já sabia que era um remake de “[Rec]”, mas nunca tinha visto o original. O que tenho a dizer é que o filme é realmente apavorante. O clima é no estilo “A Bruxa de Blair” no qual se passa todo em “primeira pessoa” – como se fosse na visão de um personagem -, sendo nesse caso pela visão da filmadora do repórter. Depois vi alguns trailers do original e não entendi ainda muito bem a razão de terem feito um remake tão idêntico, de um filme lançado ano passado, mudando somente os atores. Mas pra quem procura algo realmente assustador, esse é um “survival horror” de dar calafrios. Principalmente nas cenas da garotinha, e a primeira cena em que aparece um infectado. Genialidade nas jogadas de câmera, em ângulos e cortes. Dando a sensação perfeita de como você estivesse dentro do filme. A sonorização também é ponto primordial no filme. Altamente recomendado aos amantes do gênero.

2. Hoje “Lost” retorna na 5ª temporada. Nem preciso dizer que já estou morrendo de ansiedade, e mal posso esperar chegar de madruga pra começar a baixar.

3. Finalmente o clima “chove e não molha” de janeiro parece estar passando, e novos rumos e trabalhos aparecendo agora para fevereiro e março, GRAÇAS À DEUS!

4. Ainda não desisti de refazer o layout aqui, mas a preguiça ainda reina no meu ser.

5. Odeio quando perco o fio da meada de um texto, e depois fico sem saco de terminá-lo. Principalmente quando o assunto é tão maneiro.

6. Nessa última segunda-feira, depois de mais de 1 mês sem sair pra uma noitada de verdade, resolvi sair da toca, ver pessoas, e me entregar no álcool e na jogação. Mas também resolvi dar um tempo nessa gastação toda, e esperar pelo menos mais 1 mês pra fazer isso de novo. Queria poder escrever sobre todo o ocorrido, mas como sempre, vou “abafar o caso”. Hahaha

Uma das coisas que venho analisando ao longo dos anos, é minha capacidade (será que posso chamar assim?) de regredir na progressão dos meus relacionamentos. Quero dizer, o mais comum acredito ser uma evolução. Conforme você fica mais maduro, a tendência é saber lidar melhor com as situações e consequentemente fazer com que as relações durem mais. Só que no meu caso, parece ser o inverso, por mais que eu acredite que tenha evoluído.

Talvez eu tenha mesmo evoluído, e tudo isso é consequência do destino, ou uma ligeira (leia um forte sarcasmo aqui) falta de sorte. A verdade é que se for tirar como experiência, de lá pra cá, as coisas só tem piorado. Colocando de lado os detalhes, a intensidade, o lado positivo e negativo de todas as relações, e me baseando apenas na questão tempo, eu tenho aqui algo no mínimo curioso. Uma com duração de quase 3 anos, que após o fim, demorou cerca de 1 ano até começar uma nova. Essa que durou pouco mais de 1 ano, e foi seguida de um recesso de mais de 2. A última tentativa, não chegou nem aos 6 meses, e baseado nas estatísticas, tenho medo de quanto tempo levará o novo recesso. Não que eu esteja necessitando, mas é de ficar com um pé atrás.

Outro fato, é que apesar de eu ser totalmente aberto e me sentir realmente confortável com relações duradouras, eu assumo não ter muita habilidade no fator “manutenção” – e tenho minhas suspeitas de onde vem isso. E ao mesmo tempo, eu sou muito seletivo na hora de parar com alguém para namorar. Mas essa seleção é totalmente inconsciente. Não tenho uma lista de qualidades exigidas nem defeitos suportáveis. Simplesmente é difícil eu me apegar tanto à alguém ou simplesmente acreditar que aquela pessoa pode ser uma boa companhia. Por essa e outras, comigo a coisa é meio que 8 ou 80. Ou dura muito ou não dura nada. É claro que pelo menos 50% das vezes não é culpa diretamente minha, já que tenho uma habilidade nata em criar falsas esperanças com as coisas, e viver quebrando a cara.

Enfim… eu acho que nunca escrevi algo do gênero por aqui nesse blog – e conto nos dedos da mão as vezes que fui tão pessoal e claramente objetivo, em qualquer blog, em todos esses últimos 10 anos -, mas é que eu precisava de uma introdução mais descontraída de um post que estou terminando, e que dentro de alguns dias vai pro Um Segundo.

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Parece besteira, mas essa nova versão do WP me dá mais prazer em escrever aqui. Se eu não encontro outras formas de incentivo, é melhor não tentar entender e me agarrar nessa mesmo. Acontece que, além de estar escrevendo aqui com bem mais frequência – e pretendo fazer disso um hábito esse ano -, acabei de publicar um novo texto no “Um Segundo…“, depois de quase 5 meses.

Eu já tinha assunto para pelo menos uns 2 ou 3 textos, e isso vem se acumulando em mais alguns temas ao longo do tempo. O problema é que nunca encontro paz para digitá-los, ou muitas vezes “perco o fio da meada”, e acabo deixando de lado. Mas tentarei – e fico aqui sentenciado – escrever ao menos 1 por mês. Então, aproveita e dá um pulo lá.

Esse meu último final de semana caseiro, economizando após gastos colossais de final de ano, foi bem produtivo. Abri meus queridos Photoshop e Premiere depois de séculos, para voltar aos poucos ao trabalho, e é claro, na hora do lazer pude assistir 3 novos filmes.

foto_vcbO primeiro, Vicky Cristina Barcelona, é excelente. Admito que estava esperando algo à mais, com tanto falatório por parte de amigos que já tinham visto. Não é nenhuma obra-prima do Woody Allen, mas sem sombra de dúvidas um de seus momentos de auge. Ele começa já acelerado, nos primeiros minutos de duração, com a fantástica cena do restaurante, no qual um dos protagonistas convida as duas viajantes americanas à uma viagem que levará a um possível ato sexual entre os três. As mulheres em questão são Vicky (Rebeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), que são abordadas por Juan Antonio (Javier Bardem). A história é claro, se passa em Barcelona, completando assim o título do filme. Acontece que, mais uma personagem entra na história. Que é a perturbada ex-mulher de Juan Antonio, a fabulosa Maria Elena (Penélope Cruz). O interessante em toda a história é principalmente o envolvimento entre Cristina e Maria Elena, que começa com desconfianças até chegar em um belíssimo triângulo amoroso, e o crescimento da personagem de Vicky, que começa morna e vai traçando parte importante de toda trama. Obviamente que se tratando de Allen, a coisa ganha reviravoltas muito maiores. A fotografia do filme é lindíssima, e por si só, dá um show à parte. Personagens altamente carismáticos, e atuações impecáveis, com destaque incondicional para Penélope Cruz.

foto_sawivEm seguida, parti para algo mais “blockbuster”, e finalmente consegui colocar pra rodar o Jogos Mortais IV. Eu sei que muita gente não aguenta mais essa série, e já espera algo tão entendiante e repetitivo como as centenas de filmes de Jason, Freddy e afins. Porém, eu sou fã da série, e nunca tinha demorado tanto tempo para ver qualquer um dos filmes. Sem ir à fundo nas resenhas, digo de antemão que o primeiro é pra mim o melhor de todos, é claro. O segundo teve seu charme também, pelo grande fator psicológico que manteve, e as artimanhas dos jogos foram também memoráveis. O terceiro, foi uma mudança grande da série, partindo para uma jogada mais “gore”, que apesar de fugir um pouco do que estávamos acostumados, me agradou em cheio na pegada hardcore (sou fã de violência exagerada, sangue jorrando para todo lado e outras coisitas trash). Mas, assumo que pra mim, Jogos Mortais, chegou à quase um ponto final. Nesse quarto filme da série, achei que teve um prosseguimento da mesma linha do anterior, porém além de manter a fórmula sanguinária de violência explítica (o filme já começa com uma autópsia de Jigsaw, altamente meticulosa), se tornou mais um filme policial do que um terror propriamente dito. Os jogos e a tensão passaram desapercebidos, dando lugar à uma trama de “quem é quem” ou “quem vai morrer em seguida”. Não me agradou tanto quando os outros, mas conseguiu passar na boa. Defeito maior mesmo foi ter a infelicidade de assistir dublado – e acabar prejudicando ainda mais meu julgamento. Destaque porém para os cortes entre as cenas, muito criativas e bem elaboradas. Serviu até de inspiração.

foto_therecruitPor fim, um dos temas que mais me agradam, O Novato (The Recruit), vem com uma trama de espionagem, envolvendo o treinamento de James Clayton (Colin Farrell), – que vive atormentado pela morte suspeita do pai -, após ser contactado por um “olheiro” da CIA, Walter Burke (Al Pacino). Ele é levado para uma base secreta, juntamente com vários outros recrutas, e passa por diversos testes, exigindo ao máximo dos envolvidos. A história se completa com a belíssima e intrigante Layla Moore (Bridget Moynahan – “Senhor das Armas”, “Eu, Robô”) por quem James acaba se apaixonando. Após os rigorosos testes, muitas surpresas acontecem na vida do recruta, e ele tem que descobrir quem esconde a verdade. Quem está do seu lado e quem é o inimigo. O filme é dinâmico, e consegue não se tornar apenas um cliche de filmes de espionagem. Ele tem seu charme próprio, e obviamente os dois atores principais (os quais sou grande fã) contribuem para que tudo saia perfeito na tela. Pra quem gosta do tema, é altamente recomendável. Jogos inteligentes e bem executados, com um romance bem traçado e que acaba dando fluxo à toda a história, e  atuações grandiosas de gente que sabe o que está fazendo.

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Chega de chorumelas. Finalmente, 2008 foi pro saco preto. Sou péssimo pra retrospectivas, pois dificilmente consigo reunir todos os acontecimentos na cabeça, e não mantenho as ocorrências muito em dia por escrito. Mas com certeza, esse ano que passou me ensinou muito sobre a vida.

Aprendi como o ser humano é ganancioso, mesquinho e hipócrita. E como o poder na mão das pessoas erradas pode gerar muita discórdia e ruína. Aprendi que meus instintos raramente falham, e que a verdade está sempre mais próxima de aparecer do que muitas vezes imaginamos. Soube fazer os movimentos certos, nem sempre nos momentos oportunos, mas que me fizeram vencer etapas e perder outras.

Foi um período no qual fui forçado a chegar no meu limite, e descobrir que ainda não o havia encontrado. Mas apesar de passar pela raiva, decepção, tristeza, descrença e muitos outros sentimentos desagradáveis, também tive minhas glórias. Conheci pessoas novas e que têm me surpreendido a cada dia de forma positiva. Conheci mais profundamente pessoas que já eram conhecidas. Abandonei o certo pelo duvidoso. Larguei muita coisa para começar a correr atrás de um grande sonho. É claro, fui também passado pra trás, enganado, e tratado sem o devido valor. Fui machucado, mas também machuquei. Só que, como sempre, através da minha sinceridade e não pelos meus atos impensados.

Foi um ano em que perdi mais do que ganhei. Sem muita sorte no amor, sem muita sorte no jogo, sem sorte no trabalho. Mas pude ter amigos, e eles me deixaram de pé. Tenho poucos planos para 2009, mas que certamente valerão a pena. Só peço paz e paciência para enfrentar os obstáculos, que e o resto, a gente dá um jeito.


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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