… bom é quando faz mal.

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Dizem que quando a gente guarda tudo pra si mesmo, em relação à pensamentos e sentimentos, tendemos à nos sentir mais pesados e de fato sofrer mais internamente. Não posso negar isso, mas posso acrescentar que nem sempre é fácil “compartilhar” essas coisas. Pelo menos pra mim, sempre foi pouco usual. Então, é mais um costume do que qualquer outra coisa. Acredito que grande parte dos motivos, é o que prevalece até hoje: não querer alugar ouvidos alheios, ou incomodar terceiros com meus problemas – ou os que imagino serem problemas.

A grande merda, é que atualmente algumas coisas têm me incomodado seriamente, e nem são necessariamente problemas. Esses eu já aprendi a suportá-los e em alguns casos resolver por mim mesmo. Mas, simplesmente existem algumas coisas que passam pela minha cabeça, e que não me sinto à vontade em conversar diretamente com alguém. Não sei exatamente o porquê. Só sei que vou tentar colocar meus medos e receios de lado, e começar à trabalhar nisso. Aí sim, poderei compartilhar logo com todos de uma vez, e tirar um pouco da carga que começa a cansar num nível um pouco mais elevado que o normal. E prometo que não são coisas nem perto de fazer vocês cometerem suicídio em massa.

“Human bonds always lead to messy complications.” – Dexter Morgan
(Laços humanos sempre levam à complicações bagunçadas.)

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Despertar. Mover. Enfrentar. Debater. O que seria de nós se fôssemos todos fadados a aceitar tudo o que nos acontece? A razão que nos faz viver é justamente contracenar com os acontecimentos que ocorrem e não simplesmente deixar que tudo tenha seu próprio andamento. Podemos e devemos alterar o curso que a vida nos leva, embora não seja tarefa fácil. Lidamos com situações de dois caminhos quase sempre, e não temos a obrigação de saber a escolha correta. Mas ainda assim, nos preocupamos se estamos fazendo o certo. Não há como prever, nem tampouco controlar o resultado de nossas ações. Mas queremos e precisamos saber das consequências. Onde iríamos parar se por um acaso deixássemos que tudo de ruim fosse obrigatório e tudo de bom fosse opcional? Converteremos então as coisas boas e ruins como aprendizado, e num futuro próximo ou não, saberemos o quanto nós mesmos fizemos para ser o que somos hoje.

(originalmente publicado em 05 de março de 2006)


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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