… bom é quando faz mal.

Posts Tagged ‘filmes

Quarentena (2009)

1. Domingo, resolvi dar fim à abstinência de cinema, e fui ver “Quarentena”. Eu já sabia que era um remake de “[Rec]”, mas nunca tinha visto o original. O que tenho a dizer é que o filme é realmente apavorante. O clima é no estilo “A Bruxa de Blair” no qual se passa todo em “primeira pessoa” – como se fosse na visão de um personagem -, sendo nesse caso pela visão da filmadora do repórter. Depois vi alguns trailers do original e não entendi ainda muito bem a razão de terem feito um remake tão idêntico, de um filme lançado ano passado, mudando somente os atores. Mas pra quem procura algo realmente assustador, esse é um “survival horror” de dar calafrios. Principalmente nas cenas da garotinha, e a primeira cena em que aparece um infectado. Genialidade nas jogadas de câmera, em ângulos e cortes. Dando a sensação perfeita de como você estivesse dentro do filme. A sonorização também é ponto primordial no filme. Altamente recomendado aos amantes do gênero.

2. Hoje “Lost” retorna na 5ª temporada. Nem preciso dizer que já estou morrendo de ansiedade, e mal posso esperar chegar de madruga pra começar a baixar.

3. Finalmente o clima “chove e não molha” de janeiro parece estar passando, e novos rumos e trabalhos aparecendo agora para fevereiro e março, GRAÇAS À DEUS!

4. Ainda não desisti de refazer o layout aqui, mas a preguiça ainda reina no meu ser.

5. Odeio quando perco o fio da meada de um texto, e depois fico sem saco de terminá-lo. Principalmente quando o assunto é tão maneiro.

6. Nessa última segunda-feira, depois de mais de 1 mês sem sair pra uma noitada de verdade, resolvi sair da toca, ver pessoas, e me entregar no álcool e na jogação. Mas também resolvi dar um tempo nessa gastação toda, e esperar pelo menos mais 1 mês pra fazer isso de novo. Queria poder escrever sobre todo o ocorrido, mas como sempre, vou “abafar o caso”. Hahaha

Anúncios

titulo_gardenparty

Eu sou realmente viciado em filmes e amo cinema, e ultimamente eu tenho visto pelo menos uns 5 por semana, colocando por baixo. Uma média bem razoável, pra mim, que até pouco tempo não conseguia ver mais do que 1 ou 2, no máximo. Tudo isso em DVD ou no próprio computador, é claro. Cinema, eu já nem sei o que é isso faz tempo.

Simplesmente adoro a sensação de agarrar um balde de pipoca, sentar naquelas confortáveis poltronas (ok. nem sempre é assim) e me deliciar com uma telona de dar inveja e um sistema de som, sempre que possível, de qualidade. Mas convenhamos que, ir ao cinema sozinho além de ser chato, é um pouco deprimente. Principalmente quando tem aqueles casalzinhos super apaixonados por perto.

Mas uma das coisas mais desagradáveis mesmo é não poder comentar com ninguém sobre o filme. E por isso, acabo recorrendo ao blog. Mesmo tentando não cair na rotina, e isso aqui acabar virando um blog de resenha de filmes, não posso deixar de comentar essa “película” que me agradou tanto,  e deixar como forma de recomendação.

gardenparty_10Trata-se de Garden Party, um filme despretencioso – como eu gosto – escrito e dirigido pelo estreante Jason Freeland. Me remeteu um pouco ao clima de “Suburbia”, do genial Richard Linklater, embora não chegasse à tanta maestria. Mas isso já rendeu pontos positivos na minha visão. Enfim, a história começa pelo meio. Isso mesmo. Não tem uma introdução clara dos personagens, e histórias paralelas – e um tanto desconexas à princípio – vão se jogando na tela, até traçar rumos nada convencionais com um tom de surrealismo. A protagonista é a ninfeta estonteante de 17 anos, Willa Holland (essa mesmo, a irmã de Marissa em “The O.C.”) que interpreta April. Ela é uma jovem que vive com o padrastro taradão, enquanto a mãe trabalha de stripper e nunca está em casa. Decidida à ter sua independência, resolve se mudar para o apartamento da prima, mas para conseguir a grana do aluguel acaba indo posar nua para um site de fotos amadoras.

gardenparty_06De outro lado, Sammy (Erik Smith, que já fez uma penca de seriados) é um garoto sozinho recém chegado na cidade, que passa por uma situação semelhante. Sem conhecer ninguém e sem grana nem para comer, acaba entrando em uma banda de rock, tendo seu talento reconhecido mais tarde por um produtor piradão, que leva suas esperanças à um outro patamar. No meio tempo ele conhece uma patricinha que fica gamada nele, e adora transar escondida dos parentes. E conhece também Nathan, empregado de uma imobiliária e capacho de Sally (Vinessa Shaw), que acaba ficando a fim de dar uns pegas no Sammy. Sally é uma mulher sexy e realizada na profissão, que se envolve com Todd (Richard Gunn) – um cara problemático e em crise com a namorada – e permite que Nathan, seu empregado, fique morando em um de seus imóveis, com a tarefa de cuidar de uma plantação de maconha.

gardenparty_05Por sinal, praticamente todos os personagens fumam maconha, ou pelo menos dão um “tapinha”. Nathan, por exemplo, vive chapado, e está sempre oferecendo uma “mudinha” pros seus convidados. O filme é regado também à música. Tanto nas cenas em que aparece a banda de Sammy tocando, como em outros momentos distintos. Os personagens com suas histórias paralelas, consequentemente acabam se cruzando de alguma maneira, e tudo fica num clima agradável, chegando à uma certa tensão em alguns momentos. Eu diria que tudo acaba prematuramente, mas deixa uma imagem boa de todo enredo, e a falta de explicações para certas coisas permite interpretações interessantes. O único ponto negativo, é a ausência de coerência em determinados pontos, mas que acaba tendo seu charme, para aqueles que assim como a proposta aparente do filme, se mantém no mesmo espírito de despretenção. Eu aconselho para os mais abertos à inovação, e cansados dos blockbusters usuais. Embora a premissa (de sexo, drogas e rock and roll) possa ser um pouco clichê, o resultado final me agradou demais.

O trailer:

Tags:

titulo_3filmes

Parece besteira, mas essa nova versão do WP me dá mais prazer em escrever aqui. Se eu não encontro outras formas de incentivo, é melhor não tentar entender e me agarrar nessa mesmo. Acontece que, além de estar escrevendo aqui com bem mais frequência – e pretendo fazer disso um hábito esse ano -, acabei de publicar um novo texto no “Um Segundo…“, depois de quase 5 meses.

Eu já tinha assunto para pelo menos uns 2 ou 3 textos, e isso vem se acumulando em mais alguns temas ao longo do tempo. O problema é que nunca encontro paz para digitá-los, ou muitas vezes “perco o fio da meada”, e acabo deixando de lado. Mas tentarei – e fico aqui sentenciado – escrever ao menos 1 por mês. Então, aproveita e dá um pulo lá.

Esse meu último final de semana caseiro, economizando após gastos colossais de final de ano, foi bem produtivo. Abri meus queridos Photoshop e Premiere depois de séculos, para voltar aos poucos ao trabalho, e é claro, na hora do lazer pude assistir 3 novos filmes.

foto_vcbO primeiro, Vicky Cristina Barcelona, é excelente. Admito que estava esperando algo à mais, com tanto falatório por parte de amigos que já tinham visto. Não é nenhuma obra-prima do Woody Allen, mas sem sombra de dúvidas um de seus momentos de auge. Ele começa já acelerado, nos primeiros minutos de duração, com a fantástica cena do restaurante, no qual um dos protagonistas convida as duas viajantes americanas à uma viagem que levará a um possível ato sexual entre os três. As mulheres em questão são Vicky (Rebeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), que são abordadas por Juan Antonio (Javier Bardem). A história é claro, se passa em Barcelona, completando assim o título do filme. Acontece que, mais uma personagem entra na história. Que é a perturbada ex-mulher de Juan Antonio, a fabulosa Maria Elena (Penélope Cruz). O interessante em toda a história é principalmente o envolvimento entre Cristina e Maria Elena, que começa com desconfianças até chegar em um belíssimo triângulo amoroso, e o crescimento da personagem de Vicky, que começa morna e vai traçando parte importante de toda trama. Obviamente que se tratando de Allen, a coisa ganha reviravoltas muito maiores. A fotografia do filme é lindíssima, e por si só, dá um show à parte. Personagens altamente carismáticos, e atuações impecáveis, com destaque incondicional para Penélope Cruz.

foto_sawivEm seguida, parti para algo mais “blockbuster”, e finalmente consegui colocar pra rodar o Jogos Mortais IV. Eu sei que muita gente não aguenta mais essa série, e já espera algo tão entendiante e repetitivo como as centenas de filmes de Jason, Freddy e afins. Porém, eu sou fã da série, e nunca tinha demorado tanto tempo para ver qualquer um dos filmes. Sem ir à fundo nas resenhas, digo de antemão que o primeiro é pra mim o melhor de todos, é claro. O segundo teve seu charme também, pelo grande fator psicológico que manteve, e as artimanhas dos jogos foram também memoráveis. O terceiro, foi uma mudança grande da série, partindo para uma jogada mais “gore”, que apesar de fugir um pouco do que estávamos acostumados, me agradou em cheio na pegada hardcore (sou fã de violência exagerada, sangue jorrando para todo lado e outras coisitas trash). Mas, assumo que pra mim, Jogos Mortais, chegou à quase um ponto final. Nesse quarto filme da série, achei que teve um prosseguimento da mesma linha do anterior, porém além de manter a fórmula sanguinária de violência explítica (o filme já começa com uma autópsia de Jigsaw, altamente meticulosa), se tornou mais um filme policial do que um terror propriamente dito. Os jogos e a tensão passaram desapercebidos, dando lugar à uma trama de “quem é quem” ou “quem vai morrer em seguida”. Não me agradou tanto quando os outros, mas conseguiu passar na boa. Defeito maior mesmo foi ter a infelicidade de assistir dublado – e acabar prejudicando ainda mais meu julgamento. Destaque porém para os cortes entre as cenas, muito criativas e bem elaboradas. Serviu até de inspiração.

foto_therecruitPor fim, um dos temas que mais me agradam, O Novato (The Recruit), vem com uma trama de espionagem, envolvendo o treinamento de James Clayton (Colin Farrell), – que vive atormentado pela morte suspeita do pai -, após ser contactado por um “olheiro” da CIA, Walter Burke (Al Pacino). Ele é levado para uma base secreta, juntamente com vários outros recrutas, e passa por diversos testes, exigindo ao máximo dos envolvidos. A história se completa com a belíssima e intrigante Layla Moore (Bridget Moynahan – “Senhor das Armas”, “Eu, Robô”) por quem James acaba se apaixonando. Após os rigorosos testes, muitas surpresas acontecem na vida do recruta, e ele tem que descobrir quem esconde a verdade. Quem está do seu lado e quem é o inimigo. O filme é dinâmico, e consegue não se tornar apenas um cliche de filmes de espionagem. Ele tem seu charme próprio, e obviamente os dois atores principais (os quais sou grande fã) contribuem para que tudo saia perfeito na tela. Pra quem gosta do tema, é altamente recomendável. Jogos inteligentes e bem executados, com um romance bem traçado e que acaba dando fluxo à toda a história, e  atuações grandiosas de gente que sabe o que está fazendo.

Tanto que eu falo de pen drive por aqui, até eu já enchi o saco. Mas só queria desabafar, porque o meu de 4gb queimou esses dias, e perdi pelo menos metade disso com coisas que só tinha ali. Odeio isso.

Mudando o assunto, acabei de assistir “P.S: I Love You” e achei fantástico. Uma história de amor, à princípio todos pensariam que seriam apenas mais um. Eu realmente não esperava que fosse da maneira como de fato foi. Uma idéia totalmente diferente de tudo. Amei todas as atuações, o roteiro, a fotografia… tudo! Foi muito mais do que eu estava esperando. Assisti com muito atraso, mas valeu a pena. E como sempre, eu pareço uma mulherzinha, e me emociono a toda hora. Ainda mais com esse filme, que além de ser bastante melancólico, tem uma história incrível. Desde “The Notebook” (acho que a tradução foi “Diário de Uma Paixão”) e “A Walk To Remember” (Um Amor Para Recordar), eu não ficava tão fascinado por uma história do gênero.

Falando também em filmes com atraso, há mais ou menos uma semana atrás, assisti o antigão “A Beautiful Mind” (Uma Mente Brilhante) pela primeira vez, e putaqueopariu! Que filmaço! Elenco de PRIMEIRA! Já sou fã de carteirinha do Russel Crowe (ator excepcional, criativo, e com uma presença absurda), e mal tenho comentários para a toda perfeita Jennifer Connelly (De qualquer jeito isso não altera seu reinado, mas essa mulher não envelhece? Que absurdo!). Acho que de ambos os filmes, nem preciso fazer uma dissertação, pois já são bastante conhecidos. Agora preciso pular na cama e conseguir dormir, pois só tenho 4 horinhas de sono pela frente.

Tags: ,

No sábado, assisti “O Albergue Espanhol”, um filme sobre um jovem francês, estudante de economia que decide fazer intercâmbio na Espanha, para aprender a lingua local, e assim conseguir uma vaga de emprego em uma grande empresa indicada pelo seu pai. Acontece que quando ele chega no país, e fica hospedado na casa de uma amiga de sua mãe, começa a perceber que as coisas não vão ser como ele esperava. Então, ele decide procurar um apartamento para alugar, e acaba parando em um albergue, com várias pessoas de nacionalidades e personalidades distintas. Logo de cara, ele percebe que ali é exatamente onde ele queria estar. Daí pra frente, ele começa a passar por muitas situações inusitadas e a criar laços fortes de amizades com os colegas. O filme trata das dificuldades em se morar longe de seu país de origem e de se acostumar com as mudanças e a cultura local, além de conviver com pessoas de diferentes tipos e aprender com tudo isso. A fotografia é excelente, uma riqueza à parte. Os diálogos e a personalidade mostrada de cada personagem é genial. Tudo encaixa perfeitamente, e você acaba se envolvendo com cada um.

Antes de assistir o filme em questão, eu já tinha visto “As Bonecas Russas”, que na verdade é a sequência do mesmo. Já tinha achado excelente, e depois de “O Albergue Espanhol” ele se tornou ainda mais especial. Em “As Bonecas Russas”, encontramos os mesmos personagens, porém mais velhos e maduros, e vivendo suas próprias vidas, longe do albergue. A história se passa centrada novamente no estudante francês, Xavier, que agora decidiu dedicar-se inteiramente ao seu sonho de infância: ser um escritor. Assim como no primeiro filme, esse também é narrado pelo protagonista, que está escrevendo um livro com o mesmo título do filme. Dessa vez, os cenários são além da França, também Inglaterra e Rússia. Os personagens que retornam em “As Bonecas Russas” em torno de Xavier são: a inglesa Wendy – também escritora, e por quem ele sempre teve uma queda -, William (o piadista irmão de Wendy), Martine (ex-namorada de Xavier e agora mãe solteira) e sua melhor amiga, a lésbica Isabelle. O filme trata da busca do escritor pelo verdadeiro amor, e de suas aventuras românticas e consequentemente as confusões em torno de tudo isso. Cada personagem é ricamente elaborado. A fotografia é incrível novamente. As histórias, diálogos, devaneios e flashbacks são magnificamente envolventes. Todas as atuações merecem destaque.

É realmente genial como os dois filmes se completam, e fazem na minha opinião, uma obra prima do cinema Francês atualmente. Ambos são facilmente possíveis de serem assistidos mais de uma vez. Altamente recomendados.

Tags:

Nesse momento, acabei de assistir “Mozart and the Whale” (Loucos de Amor). Engraçado que eu lembrava perfeitamente de algumas partes do filme, mas outras partes eu tinha certeza absoluta que não tinha visto. Esses lapsos de memória me assustam muito seriamente. Pior que eu não lembro nem onde assisti a primeira vez. Mas enfim… o filme é ótimo. Incrível a atuação do Josh Hartnett, que apesar de ter feito um outro filme mais ou menos no mesmo estilo (no caso, “Wicker Park”, um filme que eu adoro), ainda assim conseguiu caracterizar de forma completamente admirável.

E só pra fugir do estereótipo de posts com um único parágrafo – que eu estou até gostando, diga-se de passagem -, agora digo que vou tentar dormir, ou melhor, hibernar enquanto a minha dor de dente parece ter me dado um pequeno descanço. E hoje fica registrado a terceira sexta-feira seguida sem sair de casa.

Tags:

Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

Visitas

  • 9,657 hits

RSS Inside Techno

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.