… bom é quando faz mal.

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Oh, Sleeper

“Wake up, O sleeper, rise from the dead, and Christ will shine on you.”, que na tradução livre, seria “Desperta, ó dorminhoco, ressuscitou dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” é o que dá nome à banda Oh, Sleeper. Oriundos dos Estados Unidos, essa banda cristã com influencias de math e metalcore,  não foi batizada com uma passagem bíblica à toa. O que para alguns ainda pode soar estranho, mas o grupo auto declarado cristão, possui uma sonoridade agressiva que abre portas para mentes menos desenvolvidas considerar como “coisa du dêmo”. Riffs desconexos, berros alucinados e muita porradaria.

Formada pelo baterista Ryan Conley – até então em uma bandinha com vida curta chamada Terminal -, pelo guitarrista Shane Blay (Between The Buried And Me) e o baixista Lucas Starr (naquele momento ainda com o As Cities Burn), em abril de 2006 iniciaram atividades, já com Micah Kinard ocupando os vocais. Passaram por todas as dificuldades de uma banda começando, sem grana, sem lugar para ensaiar e com horários incompatíveis entre seus integrantes. Após incontáveis e vergonhosos testes feitos para um segundo guitarrista, James Erwin, amigo de longa data e ex-integrante do Terminal se juntou ao grupo. Fechando assim a formação final, lançaram seu primeiro EP “The Armored March”.

img_ohsleeper1No verão de 2007, já estavam assinando com a Solid State Records, e lançando seu primeiro álbum completo “When I Am God” em outubro do mesmo ano. A repercussão da banda foi tanta que rendeu muitas oportunidades, incluindo abertura de shows para bandas grandes como Demon Hunter na “Stronger Than Hell Tour”, e Norma Jean durante sua turnê “Anti-Mother” . Logo em seguida – exatamente após o fim da turnê do Norma Jean em 2008 -, Ryan Conley anunciou sua saída da banda, deixando claro o quanto amava seus integrantes e Deus. Ao fim do discurso que aconteceu em Fort Worth, no Texas, ele também pediu a mão de Lynsay Cole em casamento. Foi substituído por Matt Davis, que integra Oh, Sleeper até os dias atuais.

Um novo álbum, totalmente conceitual, foi anunciado no início de 2009. “Son Of The Morning” trás uma mensagem muito mais direta que seu antecessor, o qual continha muitas metáforas. O vocalista Micah declarou que nesse álbum optaram por combinar a sonoridade das favoritas do público “Vices Like Vipers” e “Charlatan’s Host” do álbum anterior, para permanecerem fiéis ao seu próprio som e continuassem agradando à todos os fãs. As mensagens começam na capa do álbum: um pentagrama quebrado. O último breakdown e verso é “I’ll cut off your horns!” (Eu cortarei seus chifres!), na música “The Finisher”. Recheado de momentos como esse, “Son Of The Morning”, lançado em agosto desse ano, estreiou na Billboard 200 na 120ª posição, alcançando também 46ª em Álbuns de Rock e a 7ª posição em Álbuns Cristãs.

DISCOGRAFIA:
● The Armored March EP (2006)
● When I Am God (2007)
● Son Of The Morning (2009)

MYSPACE: http://www.myspace.com/ohsleeper

Clipe novo, da faixa-título “Son Of The Morning”

“Vices Like Vipers” do álbum “When I Am God”

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photo: Chapman Baehler

Com 10 anos de estrada, Atreyu lançou nessa última terça-feira (27) seu quinto trabalho em estúdio “Congregation Of The Damned”. Depois do último fiasco – na minha opinião e de muitos fãs – com o anterior “Lead Sails Paper Anchor”, parece que resolveram tomar de volta as rédeas do peso e fazer jus ao nome que levantaram um dia. É claro que, não podemos comparar com a fase dos primórdios como temos no debut “Suicide Notes And Butterfly Kisses” ou do ainda mais antigo EP “Fractures in the Facade of Your Porcelain Beauty”. Mas ainda assim, podemos dizer que está em uma linha entre “The Curse” (de 2004) e “A Death-Grip on Yesterday” (de 2006), ainda que com passinhos pertinentes no trabalho lançado há 2 anos atrás, passeando mais pelo rock do que pelo metal. “Eu diria que esse álbum é uma mistura de tudo que nós já fizemos até hoje. Para cada música que é mais melódica ou direcionada ao rock, há uma outra que é uma botada na cara, e eu acho que é isso que nos faz ser uma banda bem balanceada.”, diz o vocalista Alex Varkatzas.

Capa do "Congregation Of The Damned"“Congregation Of The Damned” abre estupidamente violento. As duas primeiras faixas vem como um meteoro colidindo com a Terra, com destaque para “Bleeding Is A Luxury” rementendo aos bons e velhos tempos. Em seguida, a faixa-título desacelera mas não perde o ritmo. Vem então a não menos poderosa “Coffin Nails” que estica com estilo e respeito numa direção mais rock, lembrando muito o trabalho de “A Death-Grip…” até voltar com mais velocidade na belíssima “Gallows” que começa com um solinho de levantar da cadeira. “Storm To Pass” é o primeiro single, e apesar de não ser a melhor faixa do álbum, pode ser considerada uma ótima escolha. Ainda que mais direcionada ao rock, só essa música sozinha já deixa o álbum anterior inteiro reduzido à cinzas. Refrão pegajoso – porém muito bacana – ideal para um single.

Desse x-tudo ainda pode-se tirar a deliciosa “Ravenous” com guitarras e vocais de dar arrepios. Sem deixar de fora a turbulenta “You Were The King, Now You’re Unconscious” que deslancha uma introdução épica e riffs esmagadores. Podemos ainda aproveitar um belo light rock como “Insatiable” ou a completa melosa “Wait For You”, que apesar de ser uma baladinha, entrega exatamente o que promete. Particularmente, eu havia desanimado com Atreyu desde o terceiro álbum full, e desistido por completo quando lançaram a vergonha do “Lead Sails Paper Achor”. Esse novo trabalho não chega a ser um tapa na cara de quem andava falando mal deles, mas fica bem próximo de um pedido de desculpas.

No canal dos caras no YouTube é possível acompanhar o processo de gravação do álbum em “websódios”. A banda ainda lançou uma promoção em que nas primeiras 24 horas o álbum seria vendido à $3.99 dólares pela Amazon.com. Formada por Alex Varkatzas (vocal), Brandon Saller (vocal/bateria), Dan Jacobs (guitarra), Travis Miguel (guitarra) e Marc McKnight (baixo/vocal), a banda segue em turnê pelos Estados Unidos com datas anunciadas até o fim de Novembro. Com certeza irão continuar por todo o ano de 2010 na estrada, divulgando o álbum, e nos permitindo uma fézinha de um possível show por terra brasilis. NOTA: 8/10

SITE OFICIAL: http://www.atreyurock.com
MYSPACE: http://www.myspace.com/atreyurock

Quando se fala em música brasileira, logo vem à cabeça: bossa nova, samba, pagode, axé, etc. Apesar de muita gente desconhecer, existe uma outra cultura, eu diria até que bem rica e variada, escondida no que alguns consideram como “underground”. Rock, metal, hardcore, punk e por aí vai. Não estou falando de NX Zero, Fresno, Strike e afins. Muito pelo contrário, é triste ver que essas bandas acabam distorcendo o que é a verdadeira cena rock brasileira. Uma pena que eles ocupem o espaço disponível na mídia, e escureçam ainda mais o que temos à mais para oferecer.

Não que eles não possam ter seu lugar no paraíso. Mas o grande problema é a mídia ter esse defeito de cegar as pessoas do que temos ao redor. Apesar de escondido, isolado e desconhecido, essas bandas andam por aí com uma legião de fãs, lotando casas de shows independentes, vendendo cds, e até fazendo nome no exterior. Algumas bandas que ninguém nunca ouviu falar no Brasil, são conhecidíssimas lá fora, e vez ou outra estão fazendo turnês pela Europa, só como exemplo.

E antes que eu transforme esse artigo em algo ainda mais polêmico, confira abaixo algumas bandas brasileiras que fizeram, e algumas que ainda tentam fazer seu papel no cenário da música pesada brasileira.

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Confronto – “Santuário das Almas
Uma das bandas nacionais com maior reconhecimento no exterior. Esse clipe é seu mais recente lançamento. Grande expoente do metal/hardcore nacional.

Fim do Silêncio –Ausência
Gravação antiga, mas de uma banda que ainda luta nos dias atuais por seu espaço. Outra que tem um grande reconhecimento lá fora. Outro grande expoente do metal/hardcore nacional.

Paura – Soultrap
Essa banda paulista é super conhecida no “meio alternativo” e já teve inclusive algumas aparições na TV. Tem um som baseado no hardcore novaiorquino, bem semelhante aos americanos do Hatebreed.

E>D>C – Doce Sal
Em um estilo um pouco mais “suave”, comparado às anteriores. Não tenho conhecimento se ainda estão na ativa. Representantes do new metal brasileiro.

Unfashion – Faixa Desconhecida
Banda mineira extinta há alguns anos. Considero o que foram uma das melhores no estilo, que já tivemos por aqui. Um dos repercursores do new metal no Brasil.

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Está confirmado a vinda dos americanos do Killswitch Engage ao Brasil, agora em Outubro de 2009. A notícia apareceu no show do Hatebreed, no último domingo (26/07), realizado por aqui pelo selo “Liberation”. As datas já constam no site oficial da banda, onde está presente não somente as datas brasileiras, como de outros países também – se tornando assim uma turnê sulamericana.

Eles aterrizam em SP, para o primeiro show da turnê, em São Bernardo do Campo no dia 03 de Outubro. Então no dia 04/10 é a vez de Curitiba/PR, para depois seguirem em shows na Argentina, Chile, Equador e Colômbia.

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Tela capturada do site oficial

Era a notícia mais esperada desde que a banda surgiu, e veio ao longo dos anos acumulando um exército de infinitos fãs, de diferentes gostos e crenças ao redor do mundo. Basta agora rezar para a banda manter sua agenda, e esperar impacientemente por esses 2 longos meses que virão pela frente.

Para quem não conhece:

kse_promo_09-250wKillswitch Engage, também conhecida como Killswitch (ou KsE), é uma banda de Metalcore proveniente de Westfield (Massachusetts), EUA. O som deles é uma mistura de riffs esmagadores, fúria, bumbos duplos e a combinação de vocal “limpo”(cantado) e “gritado”. Outra notável característica na sua música é a grande utilização de “power chords”, juntamente com guitarras dobradas, harmonias entre vocais limpos e guturais, guitarras e baixos, e o grande uso de Harmônicos Artificiais. A maioria das músicas da banda são afinadas em Drop C. (fonte: Wikipedia)


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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