… bom é quando faz mal.

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Melhores Álbuns de 2009

Rock, Metal, Hardcore e afins

No ano passado escrevi um artigo gigante com 25 dos melhores álbuns de 2008, detalhando cada uma das escolhas, fazendo uma resenha bem razoável. Por preguiça de ficar revisando acabei nunca publicando. Esse ano resolvi tentar de novo, dessa vez mais compacto, com apenas 15 escolhidos.

A lista está bastante variada, de rock alternativo à death metal, se atendo ao que costumo escutar dentro do gênero, sub-gêneros e afins semelhantes. Deixei um breve comentário em cada uma das escolhas… porém todos os álbuns foram colocados minuciosamente em ordem, buscando classificar quase que por notas cada um deles. Então, lá vai minha lista de 2009:

#15

The Red Jumpsuit ApparatusLonely Road

(Alternative Rock)

Um pouco de rock, de pop punk e power pop. Não chega a ser tão bom quanto o álbum anterior, mas “Lonely Road” consegue agradar e trazer alguns singles dignos de ocuparum bom tempo no player.

#14

He Is LegendIt Hates You

(Southern Rock)

O quarto álbum em estúdio da banda chega meio morno, mas muito competente. Esquenta em alguns momentos, mas também não chega a levantar defuntos. Muitas faixas ótimas, outras mais ou menos. Merece um mérito pelas “ótimas” serem realmente ótimas.


#13

The Chariot Wars and Rumors of Wars

(Mathcore)

Eu gostaria de dar a esse álbum uma posição mais acima. Porém se tornou difícil apenas pelo fato de seus competidores terem realmente muitos motivos para estarem lá. Esse “disco” é caótico do jeito que a gente gosta, e não força em momento nenhum. Embora em algum momento soe repetitivo, após uma breve pausa do play, ele volta a ser muito interessante.

#12

Saosin In Search Of Solid Ground

(Emocore)

Está aí o primeiro álbum da lista que me surpreendeu bastante.  Não esperava mais que a banda conseguisse nos dar uma full length decente, e não é que o Sr. Cove e companhia conseguiram e com louvor? Esse é sim um dos álbuns que após descobrir em 2009 não mais saiu das playlists.

#11

DevildriverPray For Villains

(Groove Metal)

“Nada muito surpreendente”, você diria ao ouvir de primeira. Mas após a segunda audição, certamente você fará uma terceira, quarta e assim por diante. Esse novo álbum é de longe melhor do que seu antecessor. Que aqui entre nós já foi um puta de um lançamento há 2 anos atrás. Baseado nisso, junte com o que acabei de dizer e calcule o poder de “Pray For Villains”.


#10

The Agonist Lullabies For The Dormant Mind

(Melodic Death Metal)

Esse lançamento foi sem sombra de dúvidas um dos mais violentos e porradeiros da lista. Quem já achava o som do The Agonist coisa pra macho virado de cabeça pra baixo, chupando limão e olhando pro sol… vai ver que a coisa ficou ainda mais aterrorizante. E sabe o que é melhor? Os momentos intercalados de pura poesia nas partes limpas, como se fossem anjos cantando no paraíso em contraste com os cavaleiros do apocalipse se aproximando. Poesia pura, de verdade. “Boniteza” e qualidade acima do normal, da faixa 1 à décima primeira.


#09

AtreyuCongregation Of The Damned

(Metalcore)

Assumo que minha paciência para Atreyu havia se esgotado há muito tempo. Mesmo tendo diversas vezes colocado para ouvir “A Death Grip On Yesterday” – que para mim já não era mais a mesma banda -, tudo lançado depois disso considerei inexistente. Mas com esse novo play, a coisa mudou totalmente de figura. É claro que ainda não é de novo a mesma banda que conhecemos até “The Crimson”, mas voltaram com a porrada certa, e me fizeram gamar de novo. Acelerado, alterado, comprometido e revigorante. Vale devorar cada faixa como se fosse a última.


#08

Breaking BenjaminDear Agony

(Alternative Rock)

Aconselhado para todas as idades e classes sociais. Brincadeiras à parte, Ben conseguiu criar uma obra prima com “Dear Agony”. Nada de cliches, nada de forçar a barra. Ele é, do início ao fim, aquilo que a gente espera da banda: competência até o talo. Todas as faixas empolgam, incluindo as mais calmas. E a pegada nem se fala. Fecha a porta e quebra tudo!



#07

Oh, SleeperSon Of The Morning

(Metalcore)

Som amadurecido, faixas cativantes e sinceridade à flor da pele. São algumas das coisas que esse álbum trás e gruda no player. Forte e preciso. Sonoridade de deixar qualquer banda do estilo com inveja. Embora o gênero esteja mais do que saturado, Oh, Sleeper  mesmo sendo uma banda nova, consegue alcançar seu lugar no paraíso. O crescimento em relação ao antecessor é evidente já na primeira faixa, e se prolonga até a última. Não dá nem pra comparar. E não é a toa que está entre os 10 primeiros. Uma das melhores surpresas do ano que passou.


#06

Winds Of PlagueThe Great Stone War

(Deathcore)

A marca  do Winds que mistura pitadas de deathcore com doses de symphonic é ainda mais evidente nesse álbum. Soa grotesco, mas não evita cair na melodia. Um balanço do belo e do podre. O álbum é sujo e decadente… mas na melhor das conotações. É lindo e brilhante, na pior delas. Confuso ou não, só escutando para entender. A cada novo lançamento  mais eu adoro essa banda. É incrível de se ouvir, e cada faixa parece contar uma história. Clima épico boa parte do tempo e breakdowns de deixar arrepiado. Mas só ouça se tiver culhões. Porque o som pode estourar um ou dois tímpanos.


#05

Evergreen Terrace Almost Home

(Hardcore)

Talvez o melhor trabalho da banda já lançado. O primeiro single “Sending Signals” é realmente uma das melhores do CD que trás outras 10 faixas sem defeitos. Empolgante do início ao fim. É pra mim um dos melhores álbuns de hardcore dos últimos 5 anos ou mais.

#04

Emery –  …In Shallow Seas We Sail

(Emocore)

Um álbum simplesmente fantástico, que me remete muito ao trabalho feito em “The Question” (2005). Realmente lindo, com várias faixas que gamam logo de cara. Assim que esse disco caiu em minhas mãos, eu não parei mais de ouvir. Não tem uma única música que eu considere “mais ou menos”, e fica difícil escolher quais são as melhores. Sem sombra de dúvidas ainda ficará no player por muitos bons anos.

#03

A Day To RememberHomesick

(Post-hardcore)

Esse é um disco que como comentei há algumas semanas, começa épico e termina épico. Há muito tempo não ficava tão surpreso positivamente ouvindo um álbum de post-hc. E olha que até então eu só conhecia algumas poucas músicas da banda. Agora? Estou apaixonado. Leva a medalha de bronze – com muito mérito – como um dos melhores do ano. Sem pensar duas vezes.

#02

The Devil Wears PradaWith Roots Above And Branches Below

(Metalcore)

Uma obra de arte. É como eu definiria esse álbum em apenas um adjetivo. Acredito que ele contém uma maturidade acima do esperado, quando se trata de uma banda tão recente. O terceiro trabalho dos caras é o menos caótico de todos, porém o mais conciso e virtuoso, na minha humilde opinião. E com a maior sinceridade do mundo: foi nesse último ano um dos 2 álbuns que mais me fez arregalar os olhos ao ouvir pela primeira vez. Tão excelente que terão muito o que ralar para conseguir um próximo disco no mesmo nível.

#01

August Burns RedConstellations

(Metalcore)

Quase me faltam palavras para mensurar a qualidade e a importância desse álbum. Sempre curti o som da banda, mas depois de “Constellations” eu definitivamente virei fã. Genial. Belíssimo. Penetrante. Viciante. Contém tudo aquilo que o gênero exige, e vai além. Esse não é só mais um “disquinho” de metalcore, mas um divisor de águas e uma prova de que ainda é possível ser original em meio à essa cena já batida. Indiscutivelmente medalha de ouro, é orgulhosamente que declaro esse o Álbum do Ano.

Houveram outros álbuns excelentes em 2009, dignos de menção honrosa. Porém, deixo em aberto para quem quiser comentar e deixar seu próprio TOP do ano que passou.

Conforme prometido, segue a trilha do restante dos episódios de Beijo Me Liga, que comecei nesse post aqui.

EPISÓDIO 13

Lady Gaga – “Summerboy”
Garbage – “Only Happy When It Rains”
Hot Chip – “Ready fo the Floor”
McFly – “Pinball Wizard”

EPISÓDIO 14

Queen and David Bowie – “Under Pressure”
Led Zepellin – “Kashmir”
Eagle Eye – “Eagle Eye”
Black Sabbath – “Laguna Sunrise”
Foo Fighters – “Times Like These (acoustic)”
DJ Herbie ft. Julee Cruise – “Falling”
Zélia Duncan – “Alma”

EPISÓDIO 15

Oingo Boingo – “Weird Science”
John Debney – “Julie Takes a Shower (Instrumental)”
John Debney – “The Note (Instrumental)”
Pino Donaggio – “For The Last Time We’ll Pray (Instrumental)”
The Chemical Brothers – “Playground For a Wedgeless Firm”
Jeremiah – “Birthday Sex”
Mars Attacks Soundtrack – “Introduction (Instrumental)”
Queen – “Princes of the Universe”

EPISÓDIO 16

Presidents of the U.S.A. – “Video Killed the Radio Star”
DJ Luluta ft. Micheline Cardoso – “Made in Brazil”
Wall-E Soundtrack – “Fixing Wall-E”
Fé Pascoal – “Cima Bora”
DJ Bobo – “Celebration”
AC/DC – “Jailbreak”
Titãs – “É Preciso Saber Viver”

EPISÓDIO 17

Cake – “Never There”
Tales From the Crypt – “Instrumental”
Hot Chocolate – “You Sexy Thing”
Owl City – “Fireflies”
Green Day – “Know Your Enemy”
Mighty Yo – “On Brodway”
Barão Vermelho – “Down Em Mim”

EPISÓDIO 18

Sugarbabes – “Get Sexy”
Steely Dan – “Do It Again”
The Art of Noise ft. Duane Eddy – “Peter Gunn”
ATB – “Let You Go (Reworked)”
AC/DC – “You Shook me All Night Long”
Thomas Newman – “True Art of Music”
Kid Abelha – “Eu To Tentando”

EPISÓDIO 19

So They Say – “Forever Young”
Garbage – “#1 Crush”
Ludovico Einaudi – “Fairytale”
Beto Guedes – “Feira Moderna”
Radiohead – “Creep”

EPISÓDIO 20

Rajar – “Irmandade”
CCR – “I Heard It Through The Grapevine”
Lenine – “O Último Pôr Do Sol”
Juliana Ramos – “Seu Nome”
Baha Men – “Who Let The Dogs Out”
Paralamas Do Sucesso – “Aonde Quer Que eu Vá”
U2 – “I Still Haven’t Found What I’ve Been Looking For”
Natasha – “Tempo”
Duran Duran – “Ordinary World”
Royal Philharmonic Orchestra – “Champagne Supernova”

photo: Rafael Gringo

Como o Bom é quando faz mal está sempre falando sobre música e também sobre seriados, resolvi unir as duas coisas e colocar uma listagem das músicas do Beijo Me Liga – série que ando falando bastante por aqui ultimamente. A música tema que toca na abertura é a que dá nome à própria série Beijo Me Liga, da banda Aliados.

A seguir as músicas que tocaram durante os episódios, do 01 ao 12:

EPISÓDIO 01

Shakira – “Ojos Asi”
Eric Prydz – “Pjano”
Black Eyed Peas – “Boom Boom Pow”
Rudenko – “Everybody”
Aliados – “Direto Ao Assunto”
Pitty – “Me Adora”
Joe Cocker – “With a little help from my friends”
Across The Universe Soundtrack – “With a little help from my friends”

EPISÓDIO 02

Kid Cudi – “Make Her Say”
Stellabella – “As Vezes”
Ira – “Envelheço na Cidade”
Madonna – “Vogue (In bed with Madonna edit)”
The Ting Tings – “Great DJ”
Queen – “You’re My Best Friend”

EPISÓDIO 03

Ida Corr vs. Fedde Le Grand – “Let me Think About It”
Moby – “Porcelain”
David May feat. Kevin Scott – “I’ll Be Watching You”
The All-American Rejects – “The Last Song”
Hair Soundtrack – “Aquarius”

EPISÓDIO 04

Slumdog Millionaire – “Mausam And Escape”
The Crystal Method – “Starting Over”
Eagle Eye Soundtrack – “Eagle Eye”
Elvis VS. JXL – “A Little Less Conversation”

EPISÓDIO 05

Van Halen – “Oh, Pretty Woman”
Enter The Dragon Soundtrack – “Enter The Dragon Theme”
The All-American Rejects – “Dirty Little Secret”
Bauhaus – “Bela Lugosi’s Dead”
Weezer VS. Tugboat – “El Scorcho (8-bit Remake)”
The Brand New Heavies – “You Got A Friend”

EPISÓDIO 06

La Roux – “Bullletproof”
Ja Rule ft. Fat Joe – “New York”
E Nomine – “Vater Unser (Padre Nuestro)”
Thomas Newman – “Instrumental (Michael vs. David)”
Echo & The Bunnymen – “People are Strange”
Paloma Faith – “New York”

EPISÓDIO 07

Romeo + Juliet Soundtrack – “Kissing You (Instrumental)”
Flo Rida ft. Kesha – “Right Round”
Chainside – “I Would Die for You (Club Mix)”
Stellabella – “As Vezes”

EPISÓDIO 08

Pitbull – “I Know You Want Me (Calle Ocho)”
Marilyn Manson – “Sweet Dreams”
Metallica – “The Day That Never Comes”
Bachman Turner Overdrive – “Hold Back the Water”
Revolver Soundtrack – “Revolver”

EPISÓDIO 09

Black Sabbath – “Wheels of Confusion”
Deep Dish ft. Anousheh Khalili – “Flashdance”
Glow – “Dancing Queen”
The Royal Philharmonic Orquestra – “Dancing Queen”
Vários Artistas – “Dancing Queen (Mix BML)”

EPISÓDIO 10

Chainside – “I Would Die For You (lounge acapella)”
Rajar – “S.O.S.”
Cake – “Short Skirt/Long Jacket”
Fireflies – “Owl City”
The Clash – “Should I Stay or Should I Go”
Paralamas – “Lanterna dos Afogados”

EPISÓDIO 11

Kaiser Chiefs – “Everyday I Love You Less and Less”
Eagle Eye Soundtrack – “Eagle Eye”
Paramore – “Ignorance”
Colbie Caillat – “Fallin’ For You”
Oasis – “Champagne Supernova”

EPISÓDIO 12

Pink – “Please Don’t Leave Me”
Johnny Cash – “Sixteen Tons”
Michael Franti – “Say Hey (I Love You)”
The Wallflowers – “Heroes”
Captain Jack – “Say Captain Say Wot”
Titãs – “Diversão”

Lembrando que as músicas estão listadas exatamente na ordem em que é executada no episódio. Na próxima semana eu volto com nova listagem dos episódios que estão por vir.

Oh, Sleeper

“Wake up, O sleeper, rise from the dead, and Christ will shine on you.”, que na tradução livre, seria “Desperta, ó dorminhoco, ressuscitou dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” é o que dá nome à banda Oh, Sleeper. Oriundos dos Estados Unidos, essa banda cristã com influencias de math e metalcore,  não foi batizada com uma passagem bíblica à toa. O que para alguns ainda pode soar estranho, mas o grupo auto declarado cristão, possui uma sonoridade agressiva que abre portas para mentes menos desenvolvidas considerar como “coisa du dêmo”. Riffs desconexos, berros alucinados e muita porradaria.

Formada pelo baterista Ryan Conley – até então em uma bandinha com vida curta chamada Terminal -, pelo guitarrista Shane Blay (Between The Buried And Me) e o baixista Lucas Starr (naquele momento ainda com o As Cities Burn), em abril de 2006 iniciaram atividades, já com Micah Kinard ocupando os vocais. Passaram por todas as dificuldades de uma banda começando, sem grana, sem lugar para ensaiar e com horários incompatíveis entre seus integrantes. Após incontáveis e vergonhosos testes feitos para um segundo guitarrista, James Erwin, amigo de longa data e ex-integrante do Terminal se juntou ao grupo. Fechando assim a formação final, lançaram seu primeiro EP “The Armored March”.

img_ohsleeper1No verão de 2007, já estavam assinando com a Solid State Records, e lançando seu primeiro álbum completo “When I Am God” em outubro do mesmo ano. A repercussão da banda foi tanta que rendeu muitas oportunidades, incluindo abertura de shows para bandas grandes como Demon Hunter na “Stronger Than Hell Tour”, e Norma Jean durante sua turnê “Anti-Mother” . Logo em seguida – exatamente após o fim da turnê do Norma Jean em 2008 -, Ryan Conley anunciou sua saída da banda, deixando claro o quanto amava seus integrantes e Deus. Ao fim do discurso que aconteceu em Fort Worth, no Texas, ele também pediu a mão de Lynsay Cole em casamento. Foi substituído por Matt Davis, que integra Oh, Sleeper até os dias atuais.

Um novo álbum, totalmente conceitual, foi anunciado no início de 2009. “Son Of The Morning” trás uma mensagem muito mais direta que seu antecessor, o qual continha muitas metáforas. O vocalista Micah declarou que nesse álbum optaram por combinar a sonoridade das favoritas do público “Vices Like Vipers” e “Charlatan’s Host” do álbum anterior, para permanecerem fiéis ao seu próprio som e continuassem agradando à todos os fãs. As mensagens começam na capa do álbum: um pentagrama quebrado. O último breakdown e verso é “I’ll cut off your horns!” (Eu cortarei seus chifres!), na música “The Finisher”. Recheado de momentos como esse, “Son Of The Morning”, lançado em agosto desse ano, estreiou na Billboard 200 na 120ª posição, alcançando também 46ª em Álbuns de Rock e a 7ª posição em Álbuns Cristãs.

DISCOGRAFIA:
● The Armored March EP (2006)
● When I Am God (2007)
● Son Of The Morning (2009)

MYSPACE: http://www.myspace.com/ohsleeper

Clipe novo, da faixa-título “Son Of The Morning”

“Vices Like Vipers” do álbum “When I Am God”

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Comecei com essa idéia no Twitter, e antes de me prolongar muito por lá, decidi passar a idéia para o blog. Afinal, aqui eu posso fazer muito mais do que rotular um gênero e colocar um link para o MySpace. Então, hoje inauguro essa categoria por aqui, com dicas semanais destacando alguma banda que eu gosto e quero compartilhar com vocês.

The Sound Of Animals Fighting é uma banda norta-americana de rock experimental. E se a busca por algo bem diferente do convencional não estava dando bons resultados, você pode ter chegado ao ponto certo nesse momento. A banda é um projeto paralelo e uma espécie de “supergrupo reunido pelo produtor (e vocalista do Rx Bandits) Rich Balling. O projeto é encabeçado por ninguém menos do que Anthony Green (ex-Saosin, atual Circa Survive) e membros do já citado Rx Bandits. Fundada em 2004, com 3 álbuns e 1 dvd lançados, a banda executou apenas 4 apresentações ao vivo até então, devido à dificuldade em unir todos os membros.

O som é uma mistura de “rock progressivo e “art rock, recheada de experimentalismos e psicodelia. Os integrantes são nomeados como animais, adotando alcunhas como rouxinol, morsa, lince, gambá, girafa, ovelha, pinguim e lobo. Se referindo entre outros, aos músicos Rich Balling (vocal), Matt Embree (guitarra) e Chris Tsagakis (bateria) do Rx Bandits, e pelos também vocalistas Craig Owens (Chiodos), Keith Goodwin (Days Away), Matthew Kelly (The Autumns), além do próprio Anthony Green (Circa Survive). Mas não tente achar referências nas bandas principais dos integrantes, pois a diferença pode ser absurda. Já passaram pelo projeto outros animais como, tatu, tartaruga, lhama, cachorro, cisne, polvo, hiena, urso e furão, onde incluem aí nomes conhecidos como Randy “R2K” Strohmeyer e Derek Doherty ambos do Finch, e Marc Mcknight do Atreyu. Todas as pessoas que ajudaram a banda de alguma forma, incluindo artistas gráficos, engenheiros de som, e até relações públicas, ganharam seus devidos nomes nesse mundo animal.

DISCOGRAFIA:
● Tiger and the Duke (2005)
● Lover, the Lord Has Left Us… (2006)
● The Ocean and the Sun (2008)

SITE OFICIAL: http://www.thesoundofanimalsfighting.com
MYSPACE: http://www.myspace.com/thesoundofanimalsfighting

Quando se fala em música brasileira, logo vem à cabeça: bossa nova, samba, pagode, axé, etc. Apesar de muita gente desconhecer, existe uma outra cultura, eu diria até que bem rica e variada, escondida no que alguns consideram como “underground”. Rock, metal, hardcore, punk e por aí vai. Não estou falando de NX Zero, Fresno, Strike e afins. Muito pelo contrário, é triste ver que essas bandas acabam distorcendo o que é a verdadeira cena rock brasileira. Uma pena que eles ocupem o espaço disponível na mídia, e escureçam ainda mais o que temos à mais para oferecer.

Não que eles não possam ter seu lugar no paraíso. Mas o grande problema é a mídia ter esse defeito de cegar as pessoas do que temos ao redor. Apesar de escondido, isolado e desconhecido, essas bandas andam por aí com uma legião de fãs, lotando casas de shows independentes, vendendo cds, e até fazendo nome no exterior. Algumas bandas que ninguém nunca ouviu falar no Brasil, são conhecidíssimas lá fora, e vez ou outra estão fazendo turnês pela Europa, só como exemplo.

E antes que eu transforme esse artigo em algo ainda mais polêmico, confira abaixo algumas bandas brasileiras que fizeram, e algumas que ainda tentam fazer seu papel no cenário da música pesada brasileira.

___

Confronto – “Santuário das Almas
Uma das bandas nacionais com maior reconhecimento no exterior. Esse clipe é seu mais recente lançamento. Grande expoente do metal/hardcore nacional.

Fim do Silêncio –Ausência
Gravação antiga, mas de uma banda que ainda luta nos dias atuais por seu espaço. Outra que tem um grande reconhecimento lá fora. Outro grande expoente do metal/hardcore nacional.

Paura – Soultrap
Essa banda paulista é super conhecida no “meio alternativo” e já teve inclusive algumas aparições na TV. Tem um som baseado no hardcore novaiorquino, bem semelhante aos americanos do Hatebreed.

E>D>C – Doce Sal
Em um estilo um pouco mais “suave”, comparado às anteriores. Não tenho conhecimento se ainda estão na ativa. Representantes do new metal brasileiro.

Unfashion – Faixa Desconhecida
Banda mineira extinta há alguns anos. Considero o que foram uma das melhores no estilo, que já tivemos por aqui. Um dos repercursores do new metal no Brasil.

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Está confirmado a vinda dos americanos do Killswitch Engage ao Brasil, agora em Outubro de 2009. A notícia apareceu no show do Hatebreed, no último domingo (26/07), realizado por aqui pelo selo “Liberation”. As datas já constam no site oficial da banda, onde está presente não somente as datas brasileiras, como de outros países também – se tornando assim uma turnê sulamericana.

Eles aterrizam em SP, para o primeiro show da turnê, em São Bernardo do Campo no dia 03 de Outubro. Então no dia 04/10 é a vez de Curitiba/PR, para depois seguirem em shows na Argentina, Chile, Equador e Colômbia.

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Tela capturada do site oficial

Era a notícia mais esperada desde que a banda surgiu, e veio ao longo dos anos acumulando um exército de infinitos fãs, de diferentes gostos e crenças ao redor do mundo. Basta agora rezar para a banda manter sua agenda, e esperar impacientemente por esses 2 longos meses que virão pela frente.

Para quem não conhece:

kse_promo_09-250wKillswitch Engage, também conhecida como Killswitch (ou KsE), é uma banda de Metalcore proveniente de Westfield (Massachusetts), EUA. O som deles é uma mistura de riffs esmagadores, fúria, bumbos duplos e a combinação de vocal “limpo”(cantado) e “gritado”. Outra notável característica na sua música é a grande utilização de “power chords”, juntamente com guitarras dobradas, harmonias entre vocais limpos e guturais, guitarras e baixos, e o grande uso de Harmônicos Artificiais. A maioria das músicas da banda são afinadas em Drop C. (fonte: Wikipedia)


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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