… bom é quando faz mal.

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photo: Chapman Baehler

Com 10 anos de estrada, Atreyu lançou nessa última terça-feira (27) seu quinto trabalho em estúdio “Congregation Of The Damned”. Depois do último fiasco – na minha opinião e de muitos fãs – com o anterior “Lead Sails Paper Anchor”, parece que resolveram tomar de volta as rédeas do peso e fazer jus ao nome que levantaram um dia. É claro que, não podemos comparar com a fase dos primórdios como temos no debut “Suicide Notes And Butterfly Kisses” ou do ainda mais antigo EP “Fractures in the Facade of Your Porcelain Beauty”. Mas ainda assim, podemos dizer que está em uma linha entre “The Curse” (de 2004) e “A Death-Grip on Yesterday” (de 2006), ainda que com passinhos pertinentes no trabalho lançado há 2 anos atrás, passeando mais pelo rock do que pelo metal. “Eu diria que esse álbum é uma mistura de tudo que nós já fizemos até hoje. Para cada música que é mais melódica ou direcionada ao rock, há uma outra que é uma botada na cara, e eu acho que é isso que nos faz ser uma banda bem balanceada.”, diz o vocalista Alex Varkatzas.

Capa do "Congregation Of The Damned"“Congregation Of The Damned” abre estupidamente violento. As duas primeiras faixas vem como um meteoro colidindo com a Terra, com destaque para “Bleeding Is A Luxury” rementendo aos bons e velhos tempos. Em seguida, a faixa-título desacelera mas não perde o ritmo. Vem então a não menos poderosa “Coffin Nails” que estica com estilo e respeito numa direção mais rock, lembrando muito o trabalho de “A Death-Grip…” até voltar com mais velocidade na belíssima “Gallows” que começa com um solinho de levantar da cadeira. “Storm To Pass” é o primeiro single, e apesar de não ser a melhor faixa do álbum, pode ser considerada uma ótima escolha. Ainda que mais direcionada ao rock, só essa música sozinha já deixa o álbum anterior inteiro reduzido à cinzas. Refrão pegajoso – porém muito bacana – ideal para um single.

Desse x-tudo ainda pode-se tirar a deliciosa “Ravenous” com guitarras e vocais de dar arrepios. Sem deixar de fora a turbulenta “You Were The King, Now You’re Unconscious” que deslancha uma introdução épica e riffs esmagadores. Podemos ainda aproveitar um belo light rock como “Insatiable” ou a completa melosa “Wait For You”, que apesar de ser uma baladinha, entrega exatamente o que promete. Particularmente, eu havia desanimado com Atreyu desde o terceiro álbum full, e desistido por completo quando lançaram a vergonha do “Lead Sails Paper Achor”. Esse novo trabalho não chega a ser um tapa na cara de quem andava falando mal deles, mas fica bem próximo de um pedido de desculpas.

No canal dos caras no YouTube é possível acompanhar o processo de gravação do álbum em “websódios”. A banda ainda lançou uma promoção em que nas primeiras 24 horas o álbum seria vendido à $3.99 dólares pela Amazon.com. Formada por Alex Varkatzas (vocal), Brandon Saller (vocal/bateria), Dan Jacobs (guitarra), Travis Miguel (guitarra) e Marc McKnight (baixo/vocal), a banda segue em turnê pelos Estados Unidos com datas anunciadas até o fim de Novembro. Com certeza irão continuar por todo o ano de 2010 na estrada, divulgando o álbum, e nos permitindo uma fézinha de um possível show por terra brasilis. NOTA: 8/10

SITE OFICIAL: http://www.atreyurock.com
MYSPACE: http://www.myspace.com/atreyurock

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Comecei com essa idéia no Twitter, e antes de me prolongar muito por lá, decidi passar a idéia para o blog. Afinal, aqui eu posso fazer muito mais do que rotular um gênero e colocar um link para o MySpace. Então, hoje inauguro essa categoria por aqui, com dicas semanais destacando alguma banda que eu gosto e quero compartilhar com vocês.

The Sound Of Animals Fighting é uma banda norta-americana de rock experimental. E se a busca por algo bem diferente do convencional não estava dando bons resultados, você pode ter chegado ao ponto certo nesse momento. A banda é um projeto paralelo e uma espécie de “supergrupo reunido pelo produtor (e vocalista do Rx Bandits) Rich Balling. O projeto é encabeçado por ninguém menos do que Anthony Green (ex-Saosin, atual Circa Survive) e membros do já citado Rx Bandits. Fundada em 2004, com 3 álbuns e 1 dvd lançados, a banda executou apenas 4 apresentações ao vivo até então, devido à dificuldade em unir todos os membros.

O som é uma mistura de “rock progressivo e “art rock, recheada de experimentalismos e psicodelia. Os integrantes são nomeados como animais, adotando alcunhas como rouxinol, morsa, lince, gambá, girafa, ovelha, pinguim e lobo. Se referindo entre outros, aos músicos Rich Balling (vocal), Matt Embree (guitarra) e Chris Tsagakis (bateria) do Rx Bandits, e pelos também vocalistas Craig Owens (Chiodos), Keith Goodwin (Days Away), Matthew Kelly (The Autumns), além do próprio Anthony Green (Circa Survive). Mas não tente achar referências nas bandas principais dos integrantes, pois a diferença pode ser absurda. Já passaram pelo projeto outros animais como, tatu, tartaruga, lhama, cachorro, cisne, polvo, hiena, urso e furão, onde incluem aí nomes conhecidos como Randy “R2K” Strohmeyer e Derek Doherty ambos do Finch, e Marc Mcknight do Atreyu. Todas as pessoas que ajudaram a banda de alguma forma, incluindo artistas gráficos, engenheiros de som, e até relações públicas, ganharam seus devidos nomes nesse mundo animal.

DISCOGRAFIA:
● Tiger and the Duke (2005)
● Lover, the Lord Has Left Us… (2006)
● The Ocean and the Sun (2008)

SITE OFICIAL: http://www.thesoundofanimalsfighting.com
MYSPACE: http://www.myspace.com/thesoundofanimalsfighting

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Uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos confirmou sua vinda ao Brasil, depois de muitas especulações. Há algumas horas atrás, o tecladista do Faith No More, Roddy Bottum, confirmou empolgadíssimo em seu Twitter a data do show no Brasil. Após terem divulgado em seu site oficial e no MySpace, shows na Argentina e Chile, já era de se esperar que o Brasil iria aparecer cedo ou tarde, completando assim a turnê Sul-americana. O show será realizado em 7 de Novembro, no festival Maquinaria, em São Paulo.

O Faith No More foi fundado em 1981, e depois de uma longa carreira, com 6 álbuns de estúdio, 1 ao vivo, e várias compilações, encerraram atitivades em 1998. O grande retorno se deu no dia 12 de Junho desse ano, sendo headliners no palco principal do Download Festival, na Inglaterra, um dos maiores festivais do mundo. Depois de 11 anos afastados, não foi tanta surpresa o Brasil aparecer na turnê, já que é de conhecimento geral o apego que Mike Patton – principalmente – e companhia, têm pelo Brasil. O que contribui ainda mais para o fato curioso do show na Argentina e do Brasil terem 6 dias de diferença. É quase óbvio que eles passarão alguns dias de férias por aqui. Então, não deixe de andar com sua câmera no bolso e uma caneta.

Os ingressos começam à ser vendidos, agora, 14 de Agosto. Eu não vou demorar para comprar o meu, e aguardar ansioso até novembro.

Quando se fala em música brasileira, logo vem à cabeça: bossa nova, samba, pagode, axé, etc. Apesar de muita gente desconhecer, existe uma outra cultura, eu diria até que bem rica e variada, escondida no que alguns consideram como “underground”. Rock, metal, hardcore, punk e por aí vai. Não estou falando de NX Zero, Fresno, Strike e afins. Muito pelo contrário, é triste ver que essas bandas acabam distorcendo o que é a verdadeira cena rock brasileira. Uma pena que eles ocupem o espaço disponível na mídia, e escureçam ainda mais o que temos à mais para oferecer.

Não que eles não possam ter seu lugar no paraíso. Mas o grande problema é a mídia ter esse defeito de cegar as pessoas do que temos ao redor. Apesar de escondido, isolado e desconhecido, essas bandas andam por aí com uma legião de fãs, lotando casas de shows independentes, vendendo cds, e até fazendo nome no exterior. Algumas bandas que ninguém nunca ouviu falar no Brasil, são conhecidíssimas lá fora, e vez ou outra estão fazendo turnês pela Europa, só como exemplo.

E antes que eu transforme esse artigo em algo ainda mais polêmico, confira abaixo algumas bandas brasileiras que fizeram, e algumas que ainda tentam fazer seu papel no cenário da música pesada brasileira.

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Confronto – “Santuário das Almas
Uma das bandas nacionais com maior reconhecimento no exterior. Esse clipe é seu mais recente lançamento. Grande expoente do metal/hardcore nacional.

Fim do Silêncio –Ausência
Gravação antiga, mas de uma banda que ainda luta nos dias atuais por seu espaço. Outra que tem um grande reconhecimento lá fora. Outro grande expoente do metal/hardcore nacional.

Paura – Soultrap
Essa banda paulista é super conhecida no “meio alternativo” e já teve inclusive algumas aparições na TV. Tem um som baseado no hardcore novaiorquino, bem semelhante aos americanos do Hatebreed.

E>D>C – Doce Sal
Em um estilo um pouco mais “suave”, comparado às anteriores. Não tenho conhecimento se ainda estão na ativa. Representantes do new metal brasileiro.

Unfashion – Faixa Desconhecida
Banda mineira extinta há alguns anos. Considero o que foram uma das melhores no estilo, que já tivemos por aqui. Um dos repercursores do new metal no Brasil.

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Está confirmado a vinda dos americanos do Killswitch Engage ao Brasil, agora em Outubro de 2009. A notícia apareceu no show do Hatebreed, no último domingo (26/07), realizado por aqui pelo selo “Liberation”. As datas já constam no site oficial da banda, onde está presente não somente as datas brasileiras, como de outros países também – se tornando assim uma turnê sulamericana.

Eles aterrizam em SP, para o primeiro show da turnê, em São Bernardo do Campo no dia 03 de Outubro. Então no dia 04/10 é a vez de Curitiba/PR, para depois seguirem em shows na Argentina, Chile, Equador e Colômbia.

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Tela capturada do site oficial

Era a notícia mais esperada desde que a banda surgiu, e veio ao longo dos anos acumulando um exército de infinitos fãs, de diferentes gostos e crenças ao redor do mundo. Basta agora rezar para a banda manter sua agenda, e esperar impacientemente por esses 2 longos meses que virão pela frente.

Para quem não conhece:

kse_promo_09-250wKillswitch Engage, também conhecida como Killswitch (ou KsE), é uma banda de Metalcore proveniente de Westfield (Massachusetts), EUA. O som deles é uma mistura de riffs esmagadores, fúria, bumbos duplos e a combinação de vocal “limpo”(cantado) e “gritado”. Outra notável característica na sua música é a grande utilização de “power chords”, juntamente com guitarras dobradas, harmonias entre vocais limpos e guturais, guitarras e baixos, e o grande uso de Harmônicos Artificiais. A maioria das músicas da banda são afinadas em Drop C. (fonte: Wikipedia)

Hoje, duas novas festas surgem na noite carioca. A já conhecida casa Fosfobox, recebe a nova empreitada dos mesmos responsáveis pela Veneno, uma das mais consagradas – e disputadas – festas do Rio de Janeiro. Os DJs Tulio e Newton iniciam a Addict Rockmachine, que ocorrerá mensalmente na casa. No “cardápio”, muito rock, com pitadas de pop e eletrock, sempre recebendo convidados na pista de cima.

Nesse primeiro sábado, o Fosfobar fica com a outra estréia: Rebel Yell, no comando dos DJs Grazzia (Sex Tape/Eletrolite), Pitty (Shockwave) e Frek (Revolt/Popstar). A promessa é misturar de tudo no quesito rock, e colocar pra tocar tudo aquilo que você sempre quis, mas ninguém teve coragem de arriscar na pista. Do clássico ao atual. De Elvis Presley, Chuck Berry, Beatles e Beach Boys até David Bowie, Iggy Pope e Blondie. Passando por Ramones, Clash, Pistols, e até mesmo Led Zepellin e AC/DC. Sem esquecer das atualidades como Faith No More, Metallica, Slipknot, etc.

Ou seja. Se hoje você quer rock, não está com o prato cheio… você tem um banquete! Agora, ao invés de ficar em casa, debaixo do cobertor, nesse tempinho chuvoso, tira a roupa nova do armário e vai curtir com os amigos essas duas novas festas que prometem ser a melhor escolha do final de semana.

Os preços são R$ 25 chegando na cara dura, ou R$ 15 colocando o nome na lista amiga e chegando até 01:30h. Se chegar mais cedo ainda, paga só R$ 10 pratas até 00:30h.

Rebel Yell + Addict Rockmachine
Local: Fosfobox

Rua Siqueira Campos, 143 Subsolo – Copacabana

Uma das festas mais consagradas da cidade, recebe nesse sábado (18), outra festa que vem fazendo seu nome na noite carioca. Com toda merecida razão, é óbvio. A Paradiso há 8 anos fazendo sucesso nas mãos da dupla de DJs Tito Figueiredo e Edinho, acontecerá tradicionalmente na Pista 1 da Casa da Matriz. A Pista 2, no segundo andar, fica por conta da convidada Sex Tape, trazendo pop e rock nas mãos dos DJs Grazzia, Lio e Polly.

Enquanto no primeiro piso a marca registrada do “pop-rock-soul-electro-indie” rola solta, por conta da Paradiso, garantindo não deixar ninguém parado, a Sex Tape assume lá em cima uma decoração inspirada na Casa da Luz Vermelha – mas sem as putas (como lembrado na comunidade da festa) – e ainda com distribuição de coletâneas.

Tudo isso no clima gostoso e intimista da Matriz. Agora, corre na lista amiga e deixa seu nome e de quantos amigos quiser, pra pagar só 9 pratas mulheres e 14 merréis homens. Mas tem que entrar antes da meia-noite, senão os preços são outros. Qualidade garantida. Diversão na certa!

Paradiso + Sex Tape
Local: Casa da Matriz

Rua Henrique de Novaes, 107 – Botafogo


Perfil


GRINGO. Também conhecido como Rafael. "Jack of all trades, master of none" - Competente em muitas coisas, especialista em nenhuma. Carioca, mas um dia ainda vai conseguir ir morar no Sul. Fotógrafo, designer, redator e editor de vídeo - mais ou menos nessa ordem. Já foi jornalista underground, editor de site de música e produtor de shows. Amante incondicional de tequila, mas não dispensa a boa e velha roda de cerveja com os amigos. Amante também da arte, em todos os aspectos. Deveras sonhador, mas determinado o bastante para conseguir as coisas que almeja. Violent mood swings: Humor um tanto quanto instável, embora as mudanças felizmente não durem muito tempo. Realista. Teimoso. Senso crítico apurado. Melhor amigo de Murphy.

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